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No último post publicado apresentamos os objetivos gerais do Plano Regional 2011-2014 Um Novo Acordo Para Cescer, proposto para a toda a Região Escoteira Interamericana.

O primeiro objetivo destacado é Incrementar a qualidade educativa da aplicação do Programa de Jovens e traz como objetivos específicos:

a1) Dispor de material educativo relevante e atualizado ao alcance de todos e alinhado com a Política Regional do Programa de Jovens;

b1) Aplicar um Programa de Jovens relevante e atualizado que responda aos interesses e necessidades dos jovens e das demandas sociais da comunidade, alinhado com a Política Regional;

c1) Desenvolver sistemas de avaliação que permitam obter dados confiáveis sobre o grau de aplicação e qualidade do Programa de Jovens;

d1) Aumentar a autonomia e melhorar o desempenho das equipes do Programa de Jovens.

Sobre estes quatro objetivos específicos, trazendo-os para a realidade dos Escoteiros do Brasil, a impressão que temos que se faz necessário que cada Escotista (na qualidade de educador)  possa acompanhar de perto a elaboração e aplicação do programa educativo.

Dizemos isso para que todos tenham noção da importância de manter o programa educativo qualificado, eficiente e adequado às necessidades e interesses das crianças e jovens brasileiros. Ser participativo me qualifica como conhecedor do assunto e, em razão disto, facilita a aplicação correta durante as atividades escoteiras.

Desnecessário seria dizer que a atualização dos manuais e da literatura escoteira, (a exemplo dos novos materiais do Ramo Sênior, recentemente lançados), se constitui em importante ferramenta para o desenvolvimento correto e completo das tarefas de educadores.

Os Escotistas, por estarem na “linha de frente”, são os responsáveis pela aplicação correta de um sistema de avaliação que permita medir o grau de aplicação e qualidade do programa educativo. Este “termômetro” é essencial para o crescimento qualitativo, que trará como resultado o crescimento quantitativo do Movimento Escoteiro.

Ao mesmo tempo, os Escotistas (e dentre eles me incluo) devem assumir o compromisso de dar um feedback sobre os dados colhidos nesta avaliação permanente, para que o programa educativo seja atrativo, sempre, em todos os níveis e para todas as faixas etárias.

O Segundo objetivo destacado é Contar com voluntários ativos, motivados, comprometidos e competentes para a tarefa, tendo como objetivos específicos:

a2) Colocar em marcha uma estratégia de captação de adultos que compreenda desde as ações gerais de promoção do Movimento Escoteiro, até as ações de recrutamento específico;

b2) Instaurar estilos de trabalho com adultos que estejam centrados no valor da pessoa, de modo que os sistemas de captação, formação e treinamento sejam mecanismos de motivação e promoção dos educadores na Organização;

c2) unificar os critérios gerais para a aplicação de modelos de formação de dirigentes de acordo com a Política Regional de Recursos Adultos e estabelecer uma estratégia de apoio multilateral na capacitação entre as Organizações Escoteiras Nacionais.

Não existe fórmula mágica para que estes três objetivos específicos sejam colocados em prática, ao longo do triênio 2011-2014, e cujo reflexo será percebido mais claramente com o passar dos anos.

Todo trabalho voluntário deve ser valorizado. Esta é uma afirmação que a sociedade brasileira começa a compreender e a considerar. Mas para que isso realmente ocorra, os voluntários devem sentir-se valorizados, devem encontrar apoio e suporte em todas as instâncias, especialmente quando mais necessitarem.

Entretanto, entendemos que não basta a política de formação de educadores estar permanentemente atualizada em seus cursos, palestras, workshops e materiais. É preciso que ela chegue a todos e a cada um dos Escotistas brasileiros, de forma desburocratizada, mas efetiva. De forma prática, mas responsável.

Que seja capaz de fortalecer os valores expressos pelo Movimento Escoteiro (uma das nossas grandes bandeiras) e, ao mesmo tempo, valorize o trabalho dos educadores voluntários, sem os quais não nosso querido movimento não teria ultrapassado, com tanto vigor, seu centenário.

Na minha vivência escoteira, já encontrei pessoas que estavam no Movimento e sequer sabiam porque. Que eram responsáveis pela educação ou auxiliavam na formação de crianças e jovens pela prática do Escotismo, mas que nunca havia parado para pensar na importância da função que desenvolviam.

Estas, com certeza, não era pessoas comprometidas e dificilmente seriam motivadas, independentemente da quantidade de cursos que fizessem. Estavam apenas preenchendo as lacunas – tão grandes muitas vezes, que nos fazem aceitar qualquer um.

Não é dizer demais: um bom educador somente o será ser for motivado, valorizado, se estiver comprometido e for competente para a tarefa.

Como tenho reiterando durante os posts, está o texto para leitura, reflexão e, com certeza, discussão.

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