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Dia destes, estava participando de uma cerimônia de promessa e um dos escoteiros que aguardava pacientemente sua vez, me perguntou se eu não tinha vergonha de usar um distintivo de promessa velho, desbotado e todo puído.

Complementou dizendo aquilo era sinal de que eu não me preocupava com minha Promessa Escoteira.

Com um largo sorriso no rosto, expliquei ao jovem que o distintivo estava assim em razão do uso prolongado, pelos vários anos do meu uniforme, mas, que aquele pedaço de tecido, ao contrário do que sua inexperiência supunha, não se tratava da minha Promessa.

Ele fez uma cara de desconfiado e, com um ar um tanto debochado, perguntou-me então que distintivo era aquele. Expliquei-lhe que o distintivo nada mais era do que uma representação, um lembrete para mim ou qualquer outro escoteiro que o visse.

Querendo entender um pouco mais do que eu estava dizendo ele sentou-se e aguardou o complemento da explicação.

Disse-lhe, então, que a Promessa de qualquer escoteiro não está num distintivo, num pedaço de tecido, que como ele mesmo havia constatado, com o tempo fica velho, feio e desgastado.

A Promessa Escoteira é um compromisso, de si para consigo, que deve ser praticada cotidianamente, por todos aqueles que, verdadeiramente, são Escoteiros.

A Promessa Escoteira não deve estar “na ponta da língua”, como se diz, mas nos atos, nos exemplos, na vivência com a família, na escola ou no ambiente de trabalho. Melhor traduzindo, a Promessa Escoteira deve ser intensamente vivida, deve estar no coração de cada um, para que possa ser externada voluntária e automaticamente.

Depois desta conversa, informal mas carregada de importância, tive certeza de que aquele jovem Escoteiro conseguiu entender que o distintivo não é a Promessa, mas, apenas um lembrete do compromisso pessoal que ele estava assumindo, perante seus irmãos escoteiros, de que faria sempre o seu melhor possível, com o objetivo de tornar o mundo um pouco melhor.

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