Todos concordamos que existem diversos tipos de pessoas. Da mesma forma, concordamos que estaremos errados se acreditarmos que todos devam pensar, agir ou ser como somos. Isto, pois, a individualidade é uma característica marcante do ser humano, tornando cada indivíduo único.

Vamos deixar bem claro que com as afirmativas acima não estou querendo negar a existência dos grupos sociais, afinal de contas, é natural procurarmos uma identificação com outras pessoas, inclusive para que possamos estabelecer vínculos dos mais diversos tipos.

É certo, também, que o Movimento Escoteiro constitui-se num destes grupos sociais, com valores, tradições materiais e morais, bem definidas. Normalmente, nossas crianças e jovens gostam de aventura, diversão e divertimento, atividades ao ar livre, desafios, etc.

Porém, quando estamos em plena atividade, no Grupo Escoteiro, pensamos e trabalhamos tomando por base a média. Quantos gostam de escalada? Quantos preferem atividade aquática? Se os introspectivos são ou não maioria?

Mas, ao bebermos da fonte (o Método Escoteiro) levamos um choque, pois, nos damos conta de que além de atividades atraentes, progressivas e variadas, devemos nos preocupar (e muito) com o desenvolvimento pessoal baseado na orientação individual.

E pra ilustrar muito bem o que quero dizer, lembrei-me de uma frase que ouvi de um grande montanhista/escalador brasileiro: Cada pessoa tem o seu Everest.

Logo, devemos respeitar a individualidade e os limites das crianças e jovens do Movimento Escoteiro. Devemos valorizar as conquistas, de acordo com o que elas representam no desenvolvimento pessoal.

Mas, ainda mais importante, é evitar comparações ou qualquer tipo de pressão. Estas sentenças ou declarações que, infelizmente, fazem parte da rotina dos adultos, não podem ser precocemente inserida no universo das crianças e jovens.

No Escotismo, devemos ser capazes de motivar; de orientar a busca do objetivo possível, mas que demande certo esforço e dedicação; de dedicar tempo para ouvir os anseios e necessidades individuais; de mostrar que a cooperação e o conhecimento compartilhado pelo grupo também são importantes; e, quando eles chegarem ao cume do “seu” Everest, que nós estejamos lá para abraçá-los e parabenizá-los.

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