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Temos ouvido, cotidianamente, que as empresas estão com um sério problema de escassez de gente para acompanhar o crescimento do mercado brasileiro. A solução encontrada para preencher as vagas, inclusive por renomadas multinacionais, tem sido a flexibilização do recrutamento, processo conhecido como “ajustar a régua”.

Entretanto, os gestores destacam que flexibilizar o processo não significa deixar de valorar fatores importantes, para preencher as vagas a qualquer custo. O recado é claro: Não dá para abrir mão da qualidade!

Todos já ouvimos falar ou tivemos a infelicidade de constatar a dificuldade de conseguir adultos para o Movimento Escoteiro.

E isto não é exclusividade do Brasil, pois, na Conferência Escoteira Mundial de Curitiba, realizada no início de 2011, a Associação Escoteira da Inglaterra relatou sua dificuldade na captação de adultos.

Durante a apresentação, a The Scout Association, destacou o aumento do efetivo jovem da última década, com um crescimento de mais de 130.000 associados nos últimos 10 anos (passando de 370.000 para 500.000), revertendo uma queda ocorrida entre 1993 e 2001.

Hoje há sobra de jovens e carência de adultos: a The Scout Association conta com uma lista de espera de aproximadamente 34 mil jovens (principalmente na idade de Castores e Lobinhos). Ou seja, o crescimento dos jovens é superior ao de adultos e esta defasagem acaba impedindo a associação de crescer ainda mais.

Tal situação nos faz refletir sobre o assunto, pois, o problema de captação de novos Escotistas parece não ter fim, sendo uma constante em diversas associações escoteiras nacionais.

Traçando um paralelo com as empresas brasileiras, questiono se poderíamos baixar ainda mais a régua, ou seja, exigir ainda menos dos adultos que procuram o Movimento Escoteiro?

Acredito sinceramente que não!

Acho que a resposta passa por um planejamento estratégico da União dos Escoteiros do Brasil, determinando uma visão e um plano de ação a longo prazo, não apenas para contemplar determinada gestão. Longo prazo para que o objetivo seja a reversão deste quadro dentro da instituição, com reflexo em 10 ou 20 anos.

Parece-me, que qualquer ação neste sentido passa pelo fortalecimento do ramo Pioneiro, uma vez que este é o elo de ligação entre os membros juvenis e os adultos no Escotismo.

Nesta linha de raciocínio, se pretendemos aumentar o efetivo de adultos (e esta é uma necessidade do Movimento Escoteiro), devemos nos voltar para dentro dos Grupos Escoteiros, especialmente para os Pioneiros. Nosso foco não deve ser por pessoas que nunca tenham feito parte do Movimento Escoteiro ou que tenham se afastado dele há certo tempo.

Os jovens-adultos, formados com os valores e com a ética, praticados pelo Escotismo, devem ser a solução para o problema da captação de adulto, sem que tenhamos que ajustar, para baixo, nossa régua.


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