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Achei muito interessante um texto da Lya Luft e resolvi transcrever parte dele, que diz exatamente assim:

Ando carente de confiança. Andamos, eu acho. Em quem acreditar, em quem confiar, em quem apostar, a quem eleger. por exemplo? Não sei se em outros tempos a gente confiava mais nas pessoas e nas instituições, e detesto saudosismo, mas penso que sim. Porque éramos simplórios? Pode ser. Hoje talvez sejamos mais espertos, criancinhas conhecem mundos, belezas e maldades que a gente só conhecia depois de casado… E olhe lá.
(…)
Não dá para arrumar tudo. Mas tem de melhorar, para que a gente durma e acorde ao menos com a sensação de que em algumas pessoas e instituições ainda se pode confiar!

Fiquei durante dias pensando, especialmente neste último parágrafo.

Uma das “etiquetas” que o Escotismo carrega (e com muito orgulho) é a CONFIANÇA. Todo mundo sabe que pode confiar num escoteiro e os exemplos são muitos, desde coisas simples, até as mais complexas. Porque algumas pessoas emprestam áreas de acampamento apenas aos Escoteiros? Confiança!

Confiança tem a ver com honra, com a palavra empenhada e, em última análise, com VALORES.

Na minha opinião, temos obrigação, como educadores, de reforçar os valores que as crianças e jovens recebem e isto começa muito cedo, no Escotismo, uma vez que o Baloo é o responsável por ensinar ao Mogli as Leis da Jângal. Este será o diferencial do Lobinho dos dias atuais, quando impera o desrespeito e a falta de educação.

Digo que os Lobinhos se sobressairão, pois, quem conhece e respeita as leis, será muito mais do que um cidadão. Será alguém confiável.

Não podemos nos iludir, achando que o Movimento Escoteiro é a solução para todos os problemas. Mas, ao mesmo tempo, não podemos deixar de acreditar que o Escotismo é capaz de fortalecer os valores recebidos em casa.

Mas, para tanto, todos educadores, sejam eles Escotistas ou Dirigentes, deverão dar o exemplo. Já falamos sobre isso outras vezes (e acho que ainda vamos falar outras tantas), pois, quando digo exemplo estou imaginado a prática, um ideal de vida. Não da teoria, aquela que está na ponta da língua, mas muito longe dos atos.

Educação pelo exemplo é um dos pilares do Método Escoteiro e temos que tratar disso sempre, com muita frequência.

Voltando ao texto da Lya Luft, ela diz que fica imaginando quem dará a jovenzinhos e adultos, algum apoio, exemplo, rumo e prumo. Não podemos dizer que somos a solução para tudo, mas, com certeza o Movimento Escoteiro pode ser um ótimo complemento.

Baden Powell disse que o Escoteiro deve enfrentar uma dificuldade ou um perigo, não importando o quão grande e terrível ele possa parecer, sem medo e com total confiança em si. Provar ser digno de confiança, nos dias de hoje, é um dos maiores desafios encontrado pelos jovens.

Esta também é uma bandeira que o Movimento Escoteiro deve defender com unhas e dentes para que possamos dizer, em alto e bom tom, que em algumas pessoas e algumas instituições ainda se pode confiar.

Falando de Instituição, parece-me importante relembrar que nenhum de nós é o Movimento Escoteiro, somos apenas parte dele.

Devemos deixar isso bem claro, não apenas para aqueles que participam da nossa fraternidade, mas, especialmente, para quem está do lado de fora. Desta forma, não se confunde o agir de administradores, Diretores, Escotistas com a razão de existir do Escotismo.

O ser humano é passivel de falhas. Mas estas não podem, de forma alguma, afetar a confiança da sociedade na instituição Movimento Escoteiro.

Minha proposta é abordar estes tópicos com frequência, tanto entre os jovens, quanto entre os adultos, para amadurecer, evoluir e avançar,

Mostremos que os Escoteiros ainda são alguém em que se pode confiar.

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