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O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você (Mário Quintana).

Acho que, se procurarmos bem, devemos encontrar os registros do poeta gaúcho Mário Quintana em algum Grupo Escoteiro, pois, esta frase de um dos muitos (maravilhosos) poemas dele encaixa-se, perfeitamente, no modo de agir que todo Escotista deve adotar.

Me desculpem aqueles que pensam diferente, mas, acredito que o trabalho do educador Escoteiro não deve ser correndo, como um louco, na captação de crianças ou jovens, fazendo campanhas por todos os lados e acendendo uma vela para cada santo, na tentativa de realizar algum milagre.

Os que agem assim, esquecem que a receita é simples, funciona há mais de 104 anos e, cada um de nós, conhece-na muito bem: atividades atraentes, progressivas e variadas; ciclos de programa que tenham sido elaborado com os jovens, pensado pelos jovens e trabalhado, cotidianamente, com eles. Não existe fórmula melhor, como nos ensinou (e provou) Baden-Powell.

O Movimento Escoteiro, especialmente no Brasil, demonstra que a propaganda que funciona é aquela feita boca-a-boca. Daí, porque, devemos olhar à frente para não corrermos atrás das borboletas. Mirando o futuro, temos que plantar, regar, adubar e cuidar do nosso jardim para que as borboletas venham até nós.

A melhor propaganda que existe? a da boa atividade.

O Grupo Escoteiro Arno Friedrich, do qual participo, está com um exemplo recente, vindo da Alcatéia. O trabalho realizado pelos Escotistas é tão dedicado, inserido corretamente no Método Escoteiro, preocupado em ouvir as crianças e adequado à faixa etária que estamos com lista de espera de novos Lobinhos. E todo sábado aparecem mais 2 ou 3 novos, que temos encaminhado para outros Grupos Escoteiros próximos.

Caso seu Grupo não esteja tendo sucesso na captação e na manutenção dos seus membros, sugiro fazer reuniões periódicas entre os adultos, promover uma correta preparação e avaliação das atividades, fazer com que todos saibam o que está sendo feito, organizar o Grupo como um todo, com objetivos semelhantes e metas atingíveis.

Muitas vezes conseguimos identificar qual o problema que estamos enfrentando, mas não temos coragem de encará-lo de frente, seja pela falta de adultos voluntários ou qualquer outra desculpa. Porém, não nos damos conta de que aquilo que está sendo feito, muitas vezes, não é Escotismo. E as crianças que deixam o Grupo, não raras vezes, acabam não mais retornando, pela desmotivação, pelas experiências negativas vividas ou por não ter conhecido o verdadeiro Escotismo.

Do meu ponto de vista, para que o projeto de captação possa ser bem sucedido (além dele ser bem planejado), é necessário que todo Escotista seja profundo conhecedor do Projeto Educativo e do Método Escoteiro. Se assim o fizer, estará vivendo, mesmo que instintivamente, o Escotismo na pele.

Desta forma terá condição de (motivado e motivando) dedicar seu tempo, da melhor forma possível, para auxiliar na educação de crianças e jovens, certo de que, com os ensinamentos passados, eles serão os responsáveis por um mundo melhor, pelo futuro cada vez mais responsável e consciente.

Eles (Lobinhos, Escoteiros, Seniores e Pioneiros) são as nossas borboletas. O Escotismo é o nosso jardim. Incumbe a nós, jardineiros,  escolher o que queremos fazer com ambos.

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