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Dia destes participei de um seminário e, um dos palestrantes, era o Presidente de uma empresa multi-nacional, com mais de 80 mil pessoas envolvidas na produção, processamento e comercialização dos produtos que ela coloca no mercado.

Entre tantas coisas interessantes que ouvimos naquele dia, uma delas chamou-me a atenção: a queixa do palestrante de que seu maior problema consiste em encontrar jovens que amem o trabalho. Concluiu dizendo que um dos melhores ativos de qualquer empresa anda escasso: amor ao trabalho.

Como sempre acontece comigo, enquanto ouvia aquilo pensava nas crianças e jovens que participam do Movimento Escoteiro. Refleti sobre qual seria o papel do Educador para fazer com que esses milhares (ou milhões, mundo afora) possam aprender, desde cedo, a ter amor pelo que fazem.

Lembrei, também, do emocionante filme Patch Adams, quando amor e a incomensurável dedicação ao trabalho (no caso, muito mais amor ao próximo) supera todas as dificuldades.

Não tenho a pretensão de comparar questões diferentes: o Escotismo com o movimento criado pelo Dr. Hunter “Patch” Adams e sua filosofia de que “cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas”.

Mas, entendo que podemos adotar algumas ações (sim, se queremos dar um bom exemplo aos jovens devemos sempre agir), como forma de ajudar as crianças e jovens a encontrarem seu caminho e para que cresçam amando o que fazem e fazendo muito bem o que sabem.

A primeira delas, no meu entender, é conseguir afastá-los da ideia predominante no mundo de hoje que o mais importante na vida são o sucesso e a riqueza.

Lembrem-se, sempre, que o Movimento Escoteiro também é uma escola de fortalecimento de valores! Pois, nosso papel como “espelho das atitudes” das crianças e dos jovens terão/farão é viver com valores melhores do que apenas sucesso e riqueza.

Voltaria, neste ponto, a refletir sobre o ensinamento do Dr. Patch Adams: cuidar do próximo, da mesma forma que gostaria que cuidassem de mim. Destaque-se que eu disse Patch Adams e não Jesus Cristo (apesar da grande semelhança com o ensinamento proposto).

Fazendo um raciocínio extensivo, diria que não há dinheiro no mundo que pague os valores morais elevados e os princípios ideais da conduta humana, que incluem, prioritariamente, a preocupação com o próximo, com a comunidade e com sociedade.

Isto implica um segundo ponto de reflexão: dedicar-se e ser extremamente capaz na arte e no oficio do seu trabalho, seja ele qual for. Não existe uma solução pronta e terá sucesso na profissão aquele que estiver comprometido, que gostar do que faz.

Este é um valor que as crianças e jovens precisam aprender desde cedo e, se os educadores fizerem seu trabalho, o Escotismo pode ajudar. Existem inúmeras tarefas que os lobinhos ou escoteiros podem fazer, seja na sede ou em acampamento, e desempenhá-las da melhor maneira possível, este deve ser o objetivo.

Temos que mostrar às crianças e jovens que muito mais importante do que ser o primeiro em tudo, é fazer bem tudo que fazemos. O Melhor Possível deve ser um lema de vida.

Muitos poderão dizer, de maneira justa, que as crianças precisam ouvir dos pais, referencias e exemplos admiráveis de seres humanos que amam aquilo que fazem. Neste mesmo caminho, justifica-se que passamos apenas 4 ou 5 horas semanais e pouco podemos fazer.

Entendo e reconheço nossas limitações, mas, contraponho que o exemplo deve existir, para que possa ser visto, entendido e copiado. Se os Escotistas tiverem a capacidade de fazer bem feito, mesmo os Lobinhos entenderão o recado. Com o passar dos anos será palpável os bons frutos que teremos.

Por fim, insisto que um dos papeis do Grupo Escoteiro é ensinar o valor e a dignidade do trabalho com amor, da dedicação àquilo que fazemos. De novo o nosso Melhor Possível! Assim, ajudaremos a formar adultos responsáveis naquilo que fazem, resultando cidadãos mais felizes e um mundo melhor.

Estamos aqui, de algum modo, para chutar o “IM” e tornar tudo “POSSÍVEL”. Eu acredito nisso. E você?

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