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Certamente, desde que o Escotismo foi criado, surgiram as piadas e brincadeiras com a índole dos Escoteiros. Quando bermudas não estavam na moda, éramos conhecidos como aqueles que andavam “de calças curtas”. Da mesma forma, somos conhecidos (mundialmente) por ajudarmos velhinhas a atravessar à rua.

No futebol de várzea, se tem um escoteiro por perto ele será o árbitro ou poderá opinar em cada lance polêmico, pois, sua fama de dizer sempre a verdade é conhecida por todos.

Quando o assunto fica mais sério, surge a reflexão sobre as qualidades e os valores do Movimento Escoteiro, não apenas os que procuramos desenvolver cada vez mais nas crianças e jovens, mas, aqueles que farão parte da personalidade do indivíduo, na fase adulta.

Se você fosse um pai ou uma mãe extremamente cuidadoso(a) e dedicado(a), e seu(sua) filho(a) viesse dizer que estava namorando e que as intenções são casar. Informações sobre o(a) fulano(a): É Escoteiro!

E você se perguntaria: Quem quer casar com um(uma) Escoteiro(a)?

Pelo que sabemos, vários serão os finais de semana longe da família e ausente dos aniversários. As viagens serão programadas, muitas e muitas vezes, com base nos eventos escoteiros. Muitos outros questionamentos surgem, mas quais seriam as respostas?

Como conseguir convencer um pai ou uma mãe sobre o “bom partido”que é ter um genro ou uma nora Escoteiros?

Tenho um grande amigo que, sempre que vou a Santiago do Chile, faço questão de visitá-lo. Numa destas passadas, quando seu filho ainda era pequeno, ouvi de sua esposa que o menino nunca seria escoteiro, pois, o Movimento afasta as crianças do convívio familiar, roubando todos os finais de semana.

Senti uma grande revolta quando ouvi aquilo, mas, como eu era a visita, não pretendia polemizar ou, menos ainda, entrar em discussão com a esposa do meu amigo.

Porém, esta situação nunca se apagou das minhas lembranças e, sempre que tenho oportunidade, procuro, mentalmente, responder, com todos os argumentos que me vêem à mente, rebater o que para mim é uma falsa afirmação.

É muito importante não perder de vista o objetivo do Movimento Escoteiro e seguir em frente, com o Norte que nosso Fundador nos deixou. Mas, seguir adiante pressupõe, como não poderia deixar de ser, a educação pelo exemplo.

Valores! Não esqueçam do valor de ter valores bem definidos (desculpem o trocadilho). Se tivermos a conduta escorreita e uma postura adequada para cada momento. Se mantivermos nossa Lei e Promessa em cada atitude do dia-a-dia, se formos companheiros e alegres nas ocasiões apropriadas, mas firmes e determinados quando tivermos de ser, seremos o modelo a ser seguido.

Mas, e você? Como responderia que qualquer um dos seus escoteiros(as) é realmente um “bom partido”. Quais seriam os seus argumentos para convencer o “Pai da noiva”?

Estou curioso para ver as respostas.

Sempre Alerta para Servir!

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