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Nos velhos manuscritos medievais, há páginas formosíssimas e com preciosas iluminuras que valorizam, só por si, qualquer volume e que entusiasmam os bibliófilos, deixando-os maravilhados.

O paciente copista desenhou e coloriu laboriosamente a maiúscula com que abre o capítulo, iluminando-a ao sabor de sua inspiração, mas quase sempre tomando em linha de conta o tema da narrativa ou a data memorável da crônica.

Assim colorida e até, às vezes, doirada, a primeira página de cada capítulo distingue-se perfeitamente das restantes páginas banais e anódinas, assim como o acontecimento que ela evoca faz esquecer, devido a importância excepcional de que se reveste, outros fatos cotidianos de menos importância, conservando-se, bem vivo, na memória ao passo que outros depressa caem no olvido.

Aquilo que acontece na vida dos homens, também acontece na vida dos escutas. Há dias e horas que nunca mais esquecem e que deixam na alma, que as viveu, um traço profundo, feliz ou doloroso, agradável ou trágico, mas sempre inapagável.

Haverá, por exemplo, algum escuteiro que possa recordar com indiferença o dia em que, vestindo pela primeira vez o seu uniforme novo, estendeu a mão para a bandeira, pronunciando, com comoção, as palavras solenes: Prometo pela minha honra!

A vida dos acampamentos tem dias inesquecíveis. E nestes dias, há, sobretudo, uma hora fecunda em impressões benéficas, em lições profundas, em recordações vivificantes: é a hora do Fogo de Conselho.” (extraído do livro Sempre a Direito – O segredo da vida escutista, de Léopold Derbaix, p. 249 e 250).

O Grupo Escoteiro também é uma família e, como tal, tem seus bons e maus momentos.

Na qualidade de Educadores, temos que ser capazes de valorizar os pontos positivos, os bons momentos, as boas recordações e, mais que isso, os bons ensinamentos que o Movimento Escoteiro pode transmitir, durante a formação das crianças e adolescentes.

Ä vida dos acampamentos tem dias inesquecíveis” e quanto a isso estamos todos de acordo. Mas, o que faremos do dia-a-dia no Grupo? De que forma podemos aproveitar os momentos que passamos com os nossos jovens? Como podemos marcar, positivamente, a formação de cada ser humano que nos chega às portas do Grupo?

Fui Escotista a partir do momento que saí do Ramo Pioneiro e, por opção, minha formação e atuação foram no Ramo Sênior durante anos. Aprendi muito convivendo com os seniores e guias do Grupo. Mas, a maturidade também é boa professora e nos ensina que, inclusive das horas difíceis, podemos tirar boas lições.

“Há dias e horas que nunca mais esquecem e que deixam na alma, que as viveu, um traço profundo”. O Movimento Escoteiro é repleto destes momentos. Saibamos aproveitá-los, para que possamos, realmente, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, fortalecendo o caráter e reforçando os valores de homens de bem nas crianças e jovens. Saibamos, por meio do Escotismo, ajudar a formar os cidadãos, ativos e preocupados, de amanhã.

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