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Escoteiro não é político! Garanto que muitos de vocês já ouviram esta afirmação e, muitas vezes, em tom de desabafo ou de indignação.

Acredito que outros tantos conhecem, ou pelo menos ouviram falar,  da célebre frase de Aristóteles: o homem é um animal político.

Não podemos confundir apolítico com apartidário, sob pena de sermos taxados de ignorantes.

Em tempos de eleição, de obrigatoriedade da ficha limpa, de mensalão, mensaleiros e do descrédito dos políticos em geral, pergunto-me se o Pacto Escoteiro, tido como uma proposta dos Escoteiros do Brasil para apresentar o Escotismo, suas principais características e necessidades, com o objetivo de permitir o engajamento de forças políticas em prol do Movimento Escoteiro, teria realmente algum valor.

Eu mesmo já fui mais ativo, em termos de política.

Não que tenha sido filiado de algum partido, mas, defendia uma bandeira na qual eu acreditava. Esta atividade política é que, em geral, esperamos dos jovens, ainda mais, quando eles fazem parte do Movimento Escoteiro.

Incentivá-los para que, também, valorizem sua participação ativa nos processos de decisão, tendo à frente uma eleição municipal, e de que coloquem, de maneira clara, quais são as suas demandas, quais as necessidades do Grupo Escoteiro e da comunidade que o cerca.

Voltamos a Aristóteles, que, numa definição sumária, diz que o homem é um animal político na medida em que se realiza plenamente no âmbito da pólis. Ainda segundo Aristóteles, a “cidade ou a sociedade política” é o “bem mais elevado” e por isso os homens se associam em células, da família ao pequeno burgo, e a reunião desses agrupamentos resulta na cidade e no Estado (“Política”, cap.I, Livro Primeiro).

Ora, se nós Escoteiros não fizermos o nosso papel de discutir política, de questionar, de propor, de fiscalizar e de exigir que os preceitos éticos sejam os norteadores, não apenas da campanha, mas de todo o mandato.

Afinal, um dos objetivos do Movimento Escoteiro é o de auxiliar na formação do cidadão responsável, participante útil em sua comunidade. Isto exige que estejam atentos à realidade política.

Muitos amigos me perguntam, alguns em tom de brincadeira e outros falando seriamente: Márcio, qual é o teu Partido? Não exito em responder que o meu partido é o Partido do Movimento Escoteiro.

Por isso, se você tiver a oportunidade de escolher alguém, nas eleições municipais de 7 de outubro, que seja escoteiro ou que acredite e apoie nosso movimento, por favor, faça como eu, seja um verdadeiro “cabo eleitoral”. Vamos garantir a representatividade que o Escotismo merece, para que possamos atingir nossa missão de contribuir para a educação do jovem, baseado em sistema de valores baseados na Promessa e na Lei Escoteira, ajudando a construir um mundo melhor, aonde se valorize a realização individual e a participação construtiva em sociedade.

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