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Que tal começar a semana cantando a música de Os Paralamas do Sucesso?

Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas…

Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou…

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer…

Você deve estar se perguntando: Qual a ligação desta música com o Escotismo?

No domingo passando, ao apresentar o Movimento Escoteiro para o público externo, num evento conjunto e beneficente, referi que as crianças e jovens, beneficiários do Movimento Escoteiro, poderiam ingressar com idade entre 7 e 18 anos. Completei a frase dizendo que, a partir desta idade, todos os adultos, interessados em fazer serviço comunitário, voluntário e que queiram dedicar-se ao próximo, também poderia procurar o Grupo Escoteiro.

Ao voltar para a mesa, fui corrigido pelo Mestre Pìoneiro do meu Grupo, dizendo que havia esquecido os Pioneiros. Assegurei a ele que o meu erro foi intencional, pois, os Pioneiros não são mais crianças ou jovens, que foram levados pelos pais ao Grupo Escoteiro.

O Ramo Pioneiro é peça fundamental no desenvolvimento do Escotismo. E como tal deve ser encarado, com toda a responsabilidade que congrega os Pioneiros, partícipes e ativos na busca de um mundo melhor. Incansáveis no SERVIR!

Como bom exemplo, utilizo o Clã do meu Grupo, que, neste ano, tem desenvolvido um trabalho mensal com crianças abrigadas, retiradas das famílias por serem vítimas de violência doméstica.

O trabalho é lento, muitas vezes sem apresentar resultado aparente ou com a velocidade que esperamos. Entretanto, as próprias Pedagogas e Psicólogas da instituição nos relataram, que o trabalho desenvolvido tem sido positivo e fundamental para muitas das crianças que ali residem.

O que tenho dito para os nossos Pioneiros é que somos muito mais importantes, para aquelas crianças, do que sequer imaginamos. Tenho assegurado aos Pioneiros que, com o passar do tempo, teremos imprimido, em cada uma daquelas crianças, um pouquinho do que o Movimento Escoteiro nos ensina. Estaremos fazendo a diferença, para cada um, no futuro que os aguarda.

Voltando ao “Meu erro“: Eu não quero te ver, nem quero acreditar que vai ser diferente, que tudo mudou. Mas, se nesta fase da vida tudo muda, por causa da faculdade, emprego, namoro, etc, devemos nós também mudar, ter uma visão mais adequada a nossa realidade.

Parece-me que é hora de tratarmos os Pioneiros como adultos do Movimento Escoteiro, não mais como simples beneficiários, pois, o encargo que o Escotismo deixa para eles é de muita responsabilidade e de grande valia.

Nossa obrigação é pensar neles como uma importante engrenagem do Escotismo, fortalecendo o trabalho voluntário e comunitário por eles desenvolvido, apoiando e orientando-os, quando o caminho parecer tortuoso demais. Dar valor a quem tem valor!

Nossos jovens-adultos têm muito a oferecer, não apenas aos Grupos ou ao Escotismo, mas à comunidade que os cerca, aos mais necessitados e, com certeza, na construção uma nação diferente, em muitos aspectos, da que temos hoje.

O trabalho desenvolvido pelos Pioneiros não pode (e não deve) ser considerado como de simples beneficiários do Escotismo.

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