Tags

, , , , , , , , , ,

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou que está fazendo tudo certo, que não é preciso melhorar ou mudar. Aquele que tem certeza de que o seu pensamento, a sua ideia é a melhor.

Não quero desafiar ninguém. Pelo menos não neste momento ou por esta primeira afirmação.

Ao meu ver, o simples fato de acreditar que não erramos é um grande sinal. Sinal de falta de humildade!

Sim. Muitas vezes, fazemos isso de maneira inconsciente, mas, isso não minimiza os efeitos negativos do nosso agir e pensar. Pior é quando não somos capazes de enxergar nossos erros, nossas próprias faltas.

As vezes, nosso erro é tão grande, que somos capazes de arrastar outros conosco. Ou, de renegar quem pretende nos abrir os olhos, nos mostrar que o caminho está equivocado. Assim, nos falta de humildade.

Quando penso em tudo que o ser humano tem de bom, em tudo que ele produz de positivo, volto-me ao do Movimento Escoteiro. Somos um movimento voluntário (de voluntários), cuja proposta é auxiliar no desenvolvimento de crianças e jovens.

Mas, ao mesmo tempo, quando lembro o quanto somos falhos, o quanto agimos errado, quantas vezes não somos bons exemplos, lembro-me ainda mais do Escotismo.

Preocupo-me com o Escotismo. Do quão nocivo ele pode ser para as crianças e jovens que nos cercam. A quem nos confiaram uma parcela do ensinar, aqueles para os quais dedicamos nossas horas de trabalho e, quem sabe, nossas maiores faltas.

Seguramente, não é isso que queremos. Pelo menos, não de forma consciente. Mas, o que, realmente, estamos fazendo.

Já falamos outras vezes, aqui no blog, sobre a educação pelo exemplo. Baden Powell falou, inúmeras vezes, e escreveu outras tantas, sobre educação pelo exemplo. O Movimento Escoteiro transpira, exala educação pelo exemplo.

Não tenho a pretensão de explicar ou de re-escrever o que foi dito sobre este importante pilar do Escotismo

Entretanto, não raras são as vezes que me pergunto: eu sou um bom exemplo?

Assim, em tom pessoal e vindo de dentro. Assim, esperando pela minha resposta, para saber se fujo ou se fico. Assim, sabendo que todos temos nossas falhas, mas que pior do que isso é imaginar que não as temos.

Nossa instituição, como tantas outras (seculares ou não) tem inúmeras pessoas (dentre as quais me incluo), com inúmeros defeitos (inclusive os meus) e, que mesmo assim, consegue deixar uma mensagem concreta, uma história e um passado positivos.

Preocupa-me, sinceramente, o hoje, por causa de nossas crianças e jovens. E o amanhã, pelo mundo que vamos deixar pra eles, que será construído sobre as bases que entregamos a eles. Dentre as mensagens que procuro passar, que procuro vivenciar, que me esforço para alcançar, está o não tentar projetar-me sobre as outras pessoas, o não acreditar que sou superior a qualquer uma delas.

Acredito que o exercício do reconhecimento da nossa falibilidade, do nossos erros e  limitações pessoais são o caminho para alcançarmos, lá, ao longe, a humildade.

E para, verdadeiramente, desafiar: tu és um bom exemplo?

Anúncios