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Meus filhos tem 8 e 6 anos. Dia destes, enquanto íamos para a escola, estavamos ouvindo rádio e tocou “uma música do meu tempo”. Não tive dúvida, aumentei o volume e disse a eles que aquela era uma boa música.

Os dois ficaram me olhando. Ainda são pequenos, mas, a carinha dos dois era como se  eu dissesse que as músicas que eles ouvem não são tão boas quanto as minhas.

Lembrei que meus pais diziam-me a mesma coisa e. refletindo sobre isso, não pude deixar de pensar que, de uma forma ou outra, sempre pensamos que as coisas do “nosso tempo” são as melhores. Que os jovens devem ouvir, fazer ou pensar como nós fazíamos quando éramos jovens.

E assim acabamos deixando de lado uma das ferramentas mais importantes do Método Escoteiro: aprender fazendo.

Temos que prestar muita atenção ao que estamos fazendo ou propondo, especialmente, para dar espaço aos mais novos, com sua tecnologia, seu jeito inovador e suas ideias. Precisamos acreditar que a forma que eles fazem, por mais que não seja igual a nossa, também é uma boa opão.

Afinal de contas, Baden-Powell ensinou-nos, desde o princípio do Movimento Escoteiro a prepararmos o jovem (enquanto ainda criança) a ser um Primo ou Monitor responsável, dedicado e líder pelo exemplo. Auxiliamos na formação do seu caráter. Preparamos tudo para que eles seja alguém em quem se pode confiar. Alguém que, temos certeza, fará o seu Melhor Possível.

Lógico que, quando ele crescer e tornar-se um Escotista, temos que ceder espaço para para que ele seja o responsável por uma Seção, mostrando todas suas potencialidades, e fazendo com que deixemos de lado o velho chavão que “no meu tempo era melhor”.

Cada um tem o seu tempo. No Movimento Escoteiro não é diferente!

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