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Li uma frase muito interessante: crescimento é o processo de mudar paradigmas.

Não sei quem é o autor, mas, esta ideia prendeu a minha atenção, ao ponto de levar-me a pensar o quão difícil é a modificação do padrão que estamos acostumados a seguir. Não me atreveria a questionar a afirmação, pois, concordo plenamente que esta mudança nos fará crescer.

Na Idade Média, Giordano Bruno, após ser julgado pela Inquisição, foi condenado a morte. Seu crime? Tentar mudar um paradigma. Ele estava muito a frente do seu tempo e daqueles que o cercavam, ao contrariar os preceitos da igreja, afirmando que o universo era infinito.

Giordano Bruno

“Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite.” (Giordano Bruno, Acerca do Infinito, o Universo e os Mundos, 1584).

De certa forma, Baden-Powell também quebrou um grande paradigma, alguns séculos depois, provando que a educação poderia dar-se fora da sala de aula e que o professor não era o único a deter o conhecimento.

Seu método, amplamente difundido pelos quatro cantos do planeta, nos diz para crer no conhecimento transmitido de igual para igual, do Monitor para os outros jovens da Patrulha. E que esta forma de educação pelo exemplo facilita a assimilação e o auto-desenvolvimento.

B-P não esqueceu de dizer que o método deve ser acompanhado de perto pelo Escotista (o educador). E que algumas ferramentas devem ser utilizadas sempre, tais como as atividades progressivas, atraentes e variadas, a vida e os ensinamentos ao ar livre, como a melhor “sala de aula”, por meio da experimentação prática (o nosso tão valorizado, copiado e venerado aprender-fazendo).

Parece-me, entretanto, que existem outros paradigmas que precisam ser quebrados, especialmente em nível de Brasil.

Devemos mostrar que somos capazes de revolucionar a educação aqui também. Uma educação crítica e construtiva, seguindo o ritmo (individual) de cada uma das crianças e jovens, favorecendo e fortalecendo as virtudes contidas na Promessa e Lei Escoteira, os valores que podemos transmitir pelo exemplo, para alcançar um mundo melhor, em decorrência do nosso trabalho e do trabalho que os Lobinhos, Escoteiros, Seniores e Pioneiros farão.

Do Espiritismo (assim como de tantas outras religiões) temos a máxima de que plantando sementes de bondade e de amor não precisaremos nos preocupar com os resultados futuros. Assim é em cada um dos Grupos Escoteiros.

O que temos que fazer, tal como Giordano Bruno, é acreditar que somos capazes de mudar os paradigmas existentes, que somos capazes e que o Movimento Escoteiro pode, cada vez mais, firmar-se como educação para a vida.

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