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As vezes é difícil escrever, para que não pareça auto-promoção ou que estou apenas contando as minhas histórias. Porém, três situações acabaram conectando-se e me fizeram escrever este post.

Temos, no Grupo Escoteiro Arno Friedrich, uma turma de Escotistas nova, ou seja, pouco tempo como educadores. A grande maioria “nasceu e criou-se” no Grupo. Mas tivemos outras belas aquisições, de gente que nunca havia participado do Movimento Escoteiro.

Posso garantir que, hoje, é impossível dizer quem é quem, tamanho envolvimento e dedicação, inclusive destes que desconheciam o método criado por B-P.

No INDABA do final de 2012, fui chamado por um Escotista para conversar reservadamente. Ele disse que havia recebido uma “corrente do bem”, cujo objetivo era identificar alguém que tivesse modificado, positivamente, a sua vida naquele último ano. Este, receberia dois pequenos, singelos mas significativos pedaços de fita mimosa. Um para guardá-lo e outro para buscar, novamente, alguém significativo para si.

Ele queria era entregar-me estas fitinhas, dizendo que eu havia feito a diferença para ele, em 2012. Fiquei emocionado e muito contente, senti-me honrado pela distinção, especialmente, porque nos conhecíamos a pouco mais de um ano.

foto-3Durante o IV Camporee Sul, enquanto trabalhava na Secretaria, tive contato com várias pessoas, por diferentes razões. Alguns com problemas (dos mais diversos), outros com demandas de material ou solicitações específicas. Vários que precisavam, apenas, saber onde encontrar fulano ou beltrano.

Recebi cada um dos casos dentro da rotina de quem procura ser um facilitador aos demais voluntários em campo, fazendo todo esforço para resolver situações que, facilmente poderíamos dispensar, por não ser “tarefa” da Secretaria. Não nos privamos de nenhuma das solicitações. Claro que, em algumas delas, não logramos encontrar a solução. Mas, pelo menos, tentamos resolver todas.

Eis que, alguns dias depois do Camporee, recebi uma carta de uma Escotista, destas que passaram pela Secretaria, para agradecer-me por ter resolvido uma pequena situação que envolvia dois jovens do Grupo Escoteiro dela.

Para minha surpresa, a carta vinha com uma fita azul, parte de uma “corrente do bem”, com o mesmo objetivo daquela que recebi no final de 2012. Enchi os olhos de lágrimas pela feliz coincidência que a vida me trazia.

Estava sendo agraciado por atos simples, cotidianos. Atos que esperamos de qualquer pessoa e, por tal razão, acabamos fazendo-os instintivamente, sem esperar retribuição ou agradecimento. Como o fazem, SEMPRE, os Escoteiros! E eis que recebia, em menos de 30 dias, duas “medalhas” maravilhosas, que me encheram de orgulho e deram-me certeza de estar fazendo a coisa certa.

O terceiro fato, que se une a estes dois, ocorreu quando recebi um pedido inusitado do meu irmão Escoteiro Joel Franz. Depois de contar-me uma breve, emocionante e fatal moeda de boa acaohistória, da tragédia na Boate Kiss, sobre dois Escoteiros (uma vez Escoteiro, sempre Escoteiro), que voltaram várias vezes para ajudar a resgatar pessoas que ficaram dentro da boate, até que não mais conseguiram escapar.

Salvando vidas, perderam as suas.

O exemplo deles serviu para motivar a Tropa Escoteira do G E Henrique Dias, numa cerimônia cujo ponto alto foi a entrega de Medalha da Boa Ação aos familiares dos dois jovens que faleceram ajudando o próximo.

Uma terceira medalha da boa ação estará circulando na Tropa Escoteira, lembrando-os do ato de coragem que custou a vida destes dois jovens e incentivando que cada um dos Escoteiros faça, semanalmente, sua boa ação.

Fazemos pequenos ou grandes gestos sem esperar recompensa. Fazemos porque somos Escoteiros. E nos sentimos felizes por isso, levando no peito a certeza do dever cumprido.

Joel 2

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