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Lembro-me quando eu era escoteiro e na Tropa haviam duas garotas que estavam fazendo sua passagem para o ramo Sênior, e ambas choravam dizendo que não queriam e acabaram saindo pouco tempo depois do Grupo Escoteiro.

Aquilo me chamou a atenção e até hoje me preocupo com estes momentos e ressalto a importância do período de adaptação. As mudanças são grandes e devem ser amenizadas com esta apresentação prévia do ramo que está por vir na vida escoteira do jovem.

Certamente quando os jovens já tem muitos amigos que fizeram a passagem antes isso se torna bem mais simples, mas é um momento que os escotistas devem dar a merecida atenção. Principalmente do Ramo corrente, afinal é a última cerimônia da progressão com este chefe.

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O escotista tem que considerar os marcos, o fundo de cena e os objetivos do Ramo para que na cerimônia tudo esteja conforme visto até agora no ramo e já o prepare para os próximos desafios.

Este é um trecho do Manual do Escotista – Ramo Lobinho, mas certamente pode ser adaptado aos demais:

“O símbolo mais usado consiste na superação de um obstáculo ou na travessia de um percurso que representam a passagem de uma situação para outra, ficando a alcateia no lado de partida, enquanto a seção que acolherá a criança se posiciona na outra extremidade.

     Tanto o obstáculo como o percurso são sempre figurativos: atravessar uma ponte, saltar um tronco caído, caminhar sobre a parte mais alta de uma formação rochosa ou subir uma colina de cujo topo se avistem a Alcatéia e a Seção de destino. A cerimônia tem muito mais sentido quando realizada no campo, em contato com a natureza; para reunir as Seções envolvidas, não existe melhor ocasião do que um acampamento de Grupo.”

E como diz o próprio manual em outro trecho, cada jovem deve ter seu momento de despedida e se preparar para ser recepcionado no Ramo seguinte. Participando do seu último Grande Uivo ou Grito de Tropa.

Sem esquecer-se da presença de um Diretor do Grupo na cerimônia, que fará o intermédio dos ramos e acompanhará o jovem nesta trajetória.

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Estas cerimônias estão bem descritas nos manuais de escotistas de cada Ramo. Mas gostaria de lembrar que o mais importante é que o jovem queira fazer sua passagem, e isto é fomentado com a participação em algumas atividades com os jovens da próxima tropa dele, assim ele se sentirá integrado e pronto para os novos desafios.

 

Sempre alerta!

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