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Neste final de semana fui convidado a participar do encerramento do V Pirataria, atividade organizada (e muito bem) pelo Grupo Escoteiro do Mar Passo da Pátria.

Desde 1971 o GEMar Passo da Pátria agita o Lago Guaíba, em Porto Alegre, com suas velas e remos. E desde 2008, abriu as escotilhas para que os Escoteiros da modalidade da Básica pudessem sentir o gostinho da marinharia.

O tempo firme e com relativo calor deste final de semana proporcionou um sábado maravilhoso e a superfície do Guaíba parecia mais um espelho.

Espelho 2

Nosso deslocamento ate a Ilha do Presídio (seu nome correto é Ilha das Pedras Brancas, mas o apelido deve-se ao funcionamento de um presídio no local, hoje desativado) foi realizado numa lancha rápida. Desta forma, o trajeto era feito em pouco mais de 5 minutos.

Pilotando

ilha 2* Para quem quer saber um pouco mais da história desta ilha, encontrei no blog “Ilhas das Pedras Brancas”, mantido pelo Movimento Pró-Cultura Guaíba/RS o texto transcrito no final do post de hoje.

O V Pirataria, seguindo o mesmo padrão dos eventos anteriores, consistia numa Caça ao Tesouro, com várias bases, todas realizadas na ilha. As Patrulhas iam vencendo os desafios e conquistando as moedas deixadas pelos “piratas”.

Haviam quase 300 escoteiros inscritos e o transporte da sede do Grupo até a Ilha foi feito com várias embarcações, algumas delas pertencentes ao próprio GEMar Passo da Pátria e outras locadas para levar com segurança todos os Escoteiros e Escotistas.

Como cheguei no final da tarde, o que esperava ver era o cansaço de um dia muito corrido. Mas, ao contrário, o que se via era a alegria no rosto de cada Escoteiro. Lembrei que para muitos deve ter sido a primeira experiência em atividades náuticas e a primeira excursão a uma ilha.

Não pude deixar de refletir sobre a sorte daquelas crianças e jovens, pelo simples fato de participar de um evento como este. Sorte por terem pais que acreditam no Movimento Escoteiro, nas suas atividades sadias, nas aventuras controladas, nas experiências do trabalho em equipe posto em prática.

Nos dias de hoje tantas são as opções para não sairmos de casa, tantos são os riscos encontrados nas ruas, forçando pais e responsáveis a tolher a liberdade das nossas crianças (liberdade que a minha geração ainda tinha).

E como uma bela alternativa a isto encontramos o nosso centenário Movimento Escoteiro, com suas as atividades sempre atraentes, definitivamente progressivas e com toda a variedade que os Escotistas podem oferecer. Digamos, também, que a segurança que o Escotismo transmite, faz que os pais modernos (sempre preocupados com os riscos) permitam que seus filhos com idade entre 11 e 15 anos passem o dia inteiro numa ilha. Este é mais um ponto positivo que pude ver no V Pirataria (nenhum Escoteiro ou Escotistas embarcava sem trajar colete salva-vidas).

Tenho certeza de que são atividades como esta que o Movimento Escoteiro deve, cada vez mais, proporcionar aos nossos jovens. Todo o aprendizado teórico dos sábados de atividade em sede, transforma-se, magicamente, numa excursão (náutica ou não) como esta.

Galera

História da Ilha:

“Há registros de que a ilha era usada pelos Farrapos como entre posto da travessia Guaíba-Porto Alegre, durante a Revolução Farroupilha (1835-1845).

A ocupação permanente da Ilha das Pedras Brancas iniciou em 17 de julho de 1857, quando o Exército construiu na Ilha a 4ª Casa da Pólvora de Porto Alegre. O depósito de pólvora funcionou até meados de 1930, quando os militares abandonaram as instalações.

Na década de 50, a Ilha passa ser utilizada como laboratório para desenvolver vacina contra a peste suína que afetava o Estado e o País.

Em 1956, a Ilha passa a abrigar uma penitenciária de segurança máxima.

Durante o regime militar, além de abrigar presos perigosos, a partir de 1970, o presídio da Ilha cedeu espaço a presos políticos.

Em 1973, a prisão chegou a ser desativada, mas reabre em 1980, porém denúncias de torturas e maus tratos aos presos, leva o governo a desativar o presídio e transferir os 25 detentos para a Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.

Em abril de 1983, o presídio é desativado definitivamente e a administração da Ilha é transferida da Secretaria de Segurança para a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul.”

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