Eu sei o que vocês fizeram no MUTECO passado…

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Estamos chegando naquela época do ano que todos os Lobinhos, Escoteiros, Seniores e Pioneiros estão ansiosos para colocar em prática seus conhecimentos sobre preservação do meio ambiente e de como transformar teoria em prática.

XXI MUTIRÃO NACIONAL ESCOTEIRO DE AÇÃO ECOLÓGICA tem como fundo de cena um marco histórico, que mudou, sob vários aspectos a conscientização global e dos chefes de Estado, e que comemora 20 anos em 2012: a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Mesmo com esse nome oficial pomposo, todos já ouviram falar do grande evento para debate ambiental, realizado entre os dias 3 a 14 de junho de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, e que ficou mundialmente conhecida como ECO’92 ou Rio’92.

A Rio’92 colocou em discussão problemas relativos ao meio ambiente e que as nações desenvolvidas evitavam discutir. Durante os dias da Conferência, muito progresso adveio dos grandes debates e, por isso, até hoje a Rio’92 continua sendo referência em meio ambiente em nível mundial.

As Organizações não-governamentais (ONGs) realizaram, de forma paralela ao evento oficial, um Fórum, que culminou com a aprovação da Declaração da Carta da Terra. Conforme este documento os países ricos têm maior responsabilidade na preservação do planeta.

Duas convenções importantes foram aprovadas durante a ECO’92: uma sobre biodiversidade e a outra sobre mudanças climáticas. Outro resultado de fundamental importância foi a assinatura da Agenda 21 um plano de ações com metas para melhoria do meio ambiente.

Para termos ideia dos resultados da Conferência, o aprofundamento das discussões na Rio’92 da Convenção sobre Mudanças Climáticas resultou, cinco anos depois, na elaboração do Protocolo de Kyoto, que objetiva a redução de gases causadores do efeito estufa em nível mundial.

Pois, passados 20 anos, o Brasil entra, uma vez mais, no cenário mundial do meio ambiente e da sua conservação e o Movimento Escoteiro não se furta do seu papel, buscando criar um Escotismo Sustentável: Um escotismo que não degrada o meio ambiente em suas atividades, prima pela educação ambiental de seus membros e participa das iniciativas conservacionistas da sua comunidade (nas palavras do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade da REDE AMBIENTAL ESCOTEIRA – RAE).

Justamente a REDE AMBIENTAL ESCOTEIRA – RAE que está nos preparando para os
importantes debates que acontecerão no Rio de Janeiro, durante a RIO + 20, na qual o Movimento Escoteiro Brasileiro tem sua participação confirmada, ao mesmo tempo, trabalha na popularização da nova Insígnia Mundial de Meio Ambiente – IMMA, cujas normas serão publicadas na nova edição do P.O.R., e cujo Guia de Atividades, construído através de contribuições encaminhadas por escotistas de todo o país à RAE, já está em sua 3ª Edição.

Como cidadãos responsáveis e preocupados em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos, faremos do MUTECO de 2012 um grande marco conservacionista para o Escotismo Brasileiro realmente sustentável.

Eu sei o que vocês fizeram no MUTECO passado, mas: o que será feito este ano para marcar a presença dos Escoteiros na Rio + 20?

O programa está disponível na página dos Escoteiros do Brasil. É importante ler com atenção, estudar os detalhes, preparar as atividades e aplicá-las de forma que todas as crianças e jovens estejam envolvidos ativamente neste projeto (que já faz parte do programa anual de todos os Grupos Escoteiros).

E, além disso, devemos levar a informação e o resultado das atividades para as diversas mídias escrita, falada ou televisiva, mostrando o que pode e o que é feito pelo Movimento Escoteiro, para demonstrar ao público em geral que o Escotismo é Sustentável.

Vamos fazer a nossa parte?

Coluna do Filipe: Monitor, o líder.

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Monitor, o líder.

Sabemos da importância de um bom líder para a equipe ou grupos, tanto no Movimento Escoteiro como para qualquer aspecto da vida. Sendo que no Movimento Escoteiro os Primos e Monitores são os que cumprem o papel de líder nas matilhas e patrulhas, respectivamente.

Em uma patrulha, que será a unidade de trabalho dentro das tropas, é essencial que o jovem que foi designado para dirigi-la seja capaz de fazê-lo. Entende-se por capaz não o mais esperto ou inteligente e sim um bom guia, com espírito de liderança.

Algumas qualidades de líder são naturais, mas algumas são adquiridas e podem ser treinadas. As qualidades naturais podem ser expandidas com o tempo, mas as vezes elas são explícitas e logo a patrulha nota estas qualidades e elege esse jovem como seu monitor. Uma das qualidades natas é o “magnetismo pessoal”, notado que o jovem sem esforço atrai os demais para o trabalho, jogos, rodas de conversa e outras atividades. Já as qualidades adquiridas devem ser treinadas e desenvolvidas usando o sistema de patrulhas e pelas técnicas escoteiras.

É importante que o jovem tenha uma idade adequada para cumprir essa função, pois por experiência, nota-se que um mais jovem mais velho não se sente seguro por ter um líder mais novo que ele, mesmo que este apresente mais aptidão para o cargo. Assim como o mais novo, no papel de monitor, pode apresentar insegurança ao guiar os mais velhos.

Por mais que o monitor ou primo, seja totalmente capaz de liderar com suas qualidades naturais e ser treinado nas qualidades adquiridas, é uma tarefa tão importante que não se deve esperar de nenhum jovem que consiga realizá-la sozinho. Ou seja, uma segunda pessoa deve auxiliá-lo e suprir a sua ausência, este jovem terá o papel de Submonitor.

O Submonitor é um membro da patrulha escolhido pelo monitor com aval da patrulha. É essencial que o Monitor e Submonitor cooperem entre si e mantenham a patrulha organizada. Um erro comum dos escotistas é eleger o submonitor sem consultar o monitor e a patrulha. Isso irá prejudicar a patrulha e a correção desse problema se dará somente com a troca imediata do cargo, e isso pode ser visto pelos jovens como uma fraqueza da chefia.

Uma conversa entre o escotista e o monitor, deverá ocorrer para ambos exporem os motivos da indicação do submonitor, se não entrarem em um acordo a escolha é dada pelo monitor e o Chefe não deve impor contra o desejo do monitor. Pois caso, julgue que seja uma escolha equivocada, o monitor tem que aprender com seus próprios erros, isso fará parte do seu desenvolvimento.

Para um bom funcionamento destas equipes, os escotistas tem que saber lidar e treinar os monitores para que eles sejam a ligação entre a patrulha/matilha e os escotistas.

Todos na patrulha devem respeitar o monitor como líder, e este deve saber como guiar e não “empurrar” a patrulha. É preciso dar uma atenção aos monitores, estes devem estar aptos a expor sua opinião e tomar decisões, caso cometa um erro, tem que aprender com este.

Certa vez ouvi que a patrulha é como uma máquina com suas engrenagens, cada elemento é um dente e se um dente quebra toda a patrulha é prejudicada e o monitor faria o papel de eixo guiando os demais. Se todos da patrulha tiverem isso em mente, principalmente os monitores, o sistema de patrulha funcionará facilitando o trabalho dos escotistas.

Seguem 10 características que um grande líder deve ter, não somente monitores, pois se aplicam em todos aspectos da vida:

  1. GRANDES LÍDERES COMETEM ERROS E SE RESPONSABILIZAM POR ELE

Ser um grande líder não significa que você não possa cometer erros. Mas sim que você precisa se responsabilizar por eles e rapidamente começar a resolvê-los (ao invés de culpar o primeiro que aparece). Além disso, um grande líder aprende constantemente com esses erros, garantindo que não aconteçam novamente, atrasando a evolução da empresa.

  1. GRANDES LÍDERES CONSEGUEM FICAR “NEUTROS”

Grandes líderes aprendem a ter controle sobre suas emoções, principalmente de nervosismo. Eles não passam insegurança, não intimidam e não tentam controlar os outros. Pelo contrário: agem como pacificadores e neutralizadores. Ao invés de aguçar, acalmam e tranquilizam.

  1. GRANDES LÍDERES NÃO EXTERNALIZAM SEUS PROBLEMAS

Grandes líderes não expõem todos os problemas para suas equipes. Muito pelo contrário. Eles tentam poupar emoções negativas e deixar os problemas de lado. A equipe deve estar focada em soluções, e não em problemas.

  1. GRANDES LÍDERES TÊM NÍVEIS ALTOS DE PACIÊNCIA E COMPREENSÃO

Grandes líderes permitem que os outros sejam expressivos em suas opiniões e voltados para desafios e oportunidades. Grandes líderes não estão ocupados demais para ouvir sua equipe. E sabem entender as necessidades, desejos e expectativas de cada um.

  1. GRANDES LÍDERES PRODUZEM GRANDES LÍDERES

Líderes excelentes não se sentem ameaçados sem ter o poder e o controle total de uma situação. Eles sabem que não têm a resposta para tudo e nem precisam ter. Eles sabem como construir e incentivar outros líderes sem medo da competição ou da perda de controle.

  1. GRANDES LÍDERES DELEGAM E SABEM QUANDO “SOLTAR”

Grandes líderes se rodeiam de pessoas que têm talentos diferentes, habilidades, estilos de comunicação e diferentes jeitos de pensar. Essas diferenças incentivam a liberdade de expressão, a criatividade, a diversidade e a mudança.

  1. GRANDES LÍDERES TÊM UM ALTO SENSO DE PROPÓSITO

Eles realmente querem incentivar e servir, ao invés de controlar e mandar nos outros. Eles acreditam em um ambiente feliz, saudável e produtivo, onde possam ser um recurso valioso capaz de fazer outros crescerem, e fazerem o seu melhor possível.

  1. GRANDES LÍDERES RECONHECEM E ACONSELHAM SEUS SEGUIDORES CONSTANTEMENTE

Grandes líderes dedicam tempo para conversar individualmente com cada membro de sua equipe. Não somente sobre as funções a serem bem desempenhadas, mas também sobre quem eles são e como ajudam uns aos outros dentro da empresa. Grandes líderes sabem o valor e os benefícios de reconhecer sua equipe de diferentes maneiras.

  1. GRANDES LÍDERES TÊM INTELIGENCIA EMOCIONAL

Grandes líderes conhecem a personalidade e as habilidades necessárias para liderar, inspirar, treinar e dirigir as pessoas para o próximo nível. Eles usam inteligência emocional que permite serem assertivos e conseguirem seus objetivos de maneira mais eficiente.

  1. GRANDES LÍDERES SÃO AUTÊNTICOS E HONESTOS

Grandes líderes sabem o impacto e o valor da honestidade e da autenticidade. Eles estão 100% envolvidos com coração, mente e alma. Eles querem fazer uma diferença positiva com sua equipe.

Veja que para ser um grande líder, não é preciso grandes atos de heroísmo. Nem é preciso mágica ou milagres. Basta que você esteja comprometido com você, com sua profissão, com sua equipe e com sua empresa. E que seu objetivo seja, acima de tudo, ajudar cada um a ser melhor.

Com estas 10 características, você pode agora analisar quais precisam ser mais desenvolvidas. Lembre-se: o poder de ser um grande líder está, acima de tudo, em suas mãos.

Sempre alerta.

Formas de fazer com que jovens amem o que fazem

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Dia destes participei de um seminário e, um dos palestrantes, era o Presidente de uma empresa multi-nacional, com mais de 80 mil pessoas envolvidas na produção, processamento e comercialização dos produtos que ela coloca no mercado.

Entre tantas coisas interessantes que ouvimos naquele dia, uma delas chamou-me a atenção: a queixa do palestrante de que seu maior problema consiste em encontrar jovens que amem o trabalho. Concluiu dizendo que um dos melhores ativos de qualquer empresa anda escasso: amor ao trabalho.

Como sempre acontece comigo, enquanto ouvia aquilo pensava nas crianças e jovens que participam do Movimento Escoteiro. Refleti sobre qual seria o papel do Educador para fazer com que esses milhares (ou milhões, mundo afora) possam aprender, desde cedo, a ter amor pelo que fazem.

Lembrei, também, do emocionante filme Patch Adams, quando amor e a incomensurável dedicação ao trabalho (no caso, muito mais amor ao próximo) supera todas as dificuldades.

Não tenho a pretensão de comparar questões diferentes: o Escotismo com o movimento criado pelo Dr. Hunter “Patch” Adams e sua filosofia de que “cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas”.

Mas, entendo que podemos adotar algumas ações (sim, se queremos dar um bom exemplo aos jovens devemos sempre agir), como forma de ajudar as crianças e jovens a encontrarem seu caminho e para que cresçam amando o que fazem e fazendo muito bem o que sabem.

A primeira delas, no meu entender, é conseguir afastá-los da ideia predominante no mundo de hoje que o mais importante na vida são o sucesso e a riqueza.

Lembrem-se, sempre, que o Movimento Escoteiro também é uma escola de fortalecimento de valores! Pois, nosso papel como “espelho das atitudes” das crianças e dos jovens terão/farão é viver com valores melhores do que apenas sucesso e riqueza.

Voltaria, neste ponto, a refletir sobre o ensinamento do Dr. Patch Adams: cuidar do próximo, da mesma forma que gostaria que cuidassem de mim. Destaque-se que eu disse Patch Adams e não Jesus Cristo (apesar da grande semelhança com o ensinamento proposto).

Fazendo um raciocínio extensivo, diria que não há dinheiro no mundo que pague os valores morais elevados e os princípios ideais da conduta humana, que incluem, prioritariamente, a preocupação com o próximo, com a comunidade e com sociedade.

Isto implica um segundo ponto de reflexão: dedicar-se e ser extremamente capaz na arte e no oficio do seu trabalho, seja ele qual for. Não existe uma solução pronta e terá sucesso na profissão aquele que estiver comprometido, que gostar do que faz.

Este é um valor que as crianças e jovens precisam aprender desde cedo e, se os educadores fizerem seu trabalho, o Escotismo pode ajudar. Existem inúmeras tarefas que os lobinhos ou escoteiros podem fazer, seja na sede ou em acampamento, e desempenhá-las da melhor maneira possível, este deve ser o objetivo.

Temos que mostrar às crianças e jovens que muito mais importante do que ser o primeiro em tudo, é fazer bem tudo que fazemos. O Melhor Possível deve ser um lema de vida.

Muitos poderão dizer, de maneira justa, que as crianças precisam ouvir dos pais, referencias e exemplos admiráveis de seres humanos que amam aquilo que fazem. Neste mesmo caminho, justifica-se que passamos apenas 4 ou 5 horas semanais e pouco podemos fazer.

Entendo e reconheço nossas limitações, mas, contraponho que o exemplo deve existir, para que possa ser visto, entendido e copiado. Se os Escotistas tiverem a capacidade de fazer bem feito, mesmo os Lobinhos entenderão o recado. Com o passar dos anos será palpável os bons frutos que teremos.

Por fim, insisto que um dos papeis do Grupo Escoteiro é ensinar o valor e a dignidade do trabalho com amor, da dedicação àquilo que fazemos. De novo o nosso Melhor Possível! Assim, ajudaremos a formar adultos responsáveis naquilo que fazem, resultando cidadãos mais felizes e um mundo melhor.

Estamos aqui, de algum modo, para chutar o “IM” e tornar tudo “POSSÍVEL”. Eu acredito nisso. E você?

Coluna do Filipe: Contato com a natureza

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Contato com a natureza

Muitos grupos escoteiros estão inseridos em grandes cidades, nas quais os escoteiros vivem, entre prédios, ruas asfaltadas e cercadas de muito concreto. Devido a isso muitas vezes os jovens resumem o contato com a natureza em atividades escoteiras.

Por isso os escotistas devem sempre que possível incluir em seu programa visitas a parques, acampamentos no campo, jornadas ou trilhas em matas.

Ótimos locais para atividades nas grandes cidades são os Jardins Botânicos e Parques Zoológico, normalmente tem ingressos de baixo custo e são de fácil acesso. São belos locais com muita diversidade de flora e fauna onde podemos realizar atividades de cunho ambiental inclusive para a Insígnia Mundial de Meio Ambiente.

Explore, em um bivaque, as áreas de mata nativa na cidade, se informe nos Centros de Informações Turísticas ou Secretaria de Meio-Ambiente, verifique o acesso e a segurança previamente para evitar surpresas desagradáveis, sempre faça uma visita de reconhecimento e se necessário contate um guia.

Saia da sede com a tropa. Se seu grupo escoteiro tem alguma praça gramada e arborizada nas proximidades, vale à pena realizar os encontros semanais nestas praças, jogos na grama e atividades com cordas nas árvores são muito divertidos. Esse pode ser o único contato com o verde durante a semana do jovem.

Faça trilhas e jornadas em meio à mata, explore locais onde o verde predomina e a natureza fica bem próxima de nós.

E para os esperados acampamentos, busque por lugares com lago, rio ou qualquer curso de água, mesmos que não vá realizar atividade aquática. Locais com muitas árvores e campos gramados extensos proporcionam ótimas atividades, inclusive noturnas. Quanto mais afastado das luzes da cidade melhor, pois com sorte verão milhões de estrelas e um lindo luar.

Mas lembre-se, na natureza encontramos animais e plantas que podem fazer mal a nós, então temos que respeitá-los e tomar alguns cuidados:

  • Procure conhecer que tipo de animais e plantas encontrará;
  • Evite locais onde podem existir escorpiões, aranhas e cobras, como pilhas de pedras e madeira;
  • Leve repelente de insetos;
  • Não deixe alimentos expostos, isso pode atrair animais silvestres e formigas;
  • Não coma frutas desconhecidas;
  • Ao encontrar algum animal perigoso se afaste o quanto antes e avise os demais para evitar o local.

E mais, para o convívio equilibrado com a natureza temos que respeitá-la. Tirar apenas fotos e deixar somente a vontade de voltar.

O contato com a natureza tem suma importância para criarmos, nos jovens, a consciência de que a preservação é necessária e que existe muito mais além do concreto da cidade e da tela do computador e da TV.

Use o espaço de comentários para recomendar algum local de sua cidade ou região que julgue interessante de conhecer.

Sempre alerta.

Mário Quintana ensina aos Escotistas

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O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você (Mário Quintana).

Acho que, se procurarmos bem, devemos encontrar os registros do poeta gaúcho Mário Quintana em algum Grupo Escoteiro, pois, esta frase de um dos muitos (maravilhosos) poemas dele encaixa-se, perfeitamente, no modo de agir que todo Escotista deve adotar.

Me desculpem aqueles que pensam diferente, mas, acredito que o trabalho do educador Escoteiro não deve ser correndo, como um louco, na captação de crianças ou jovens, fazendo campanhas por todos os lados e acendendo uma vela para cada santo, na tentativa de realizar algum milagre.

Os que agem assim, esquecem que a receita é simples, funciona há mais de 104 anos e, cada um de nós, conhece-na muito bem: atividades atraentes, progressivas e variadas; ciclos de programa que tenham sido elaborado com os jovens, pensado pelos jovens e trabalhado, cotidianamente, com eles. Não existe fórmula melhor, como nos ensinou (e provou) Baden-Powell.

O Movimento Escoteiro, especialmente no Brasil, demonstra que a propaganda que funciona é aquela feita boca-a-boca. Daí, porque, devemos olhar à frente para não corrermos atrás das borboletas. Mirando o futuro, temos que plantar, regar, adubar e cuidar do nosso jardim para que as borboletas venham até nós.

A melhor propaganda que existe? a da boa atividade.

O Grupo Escoteiro Arno Friedrich, do qual participo, está com um exemplo recente, vindo da Alcatéia. O trabalho realizado pelos Escotistas é tão dedicado, inserido corretamente no Método Escoteiro, preocupado em ouvir as crianças e adequado à faixa etária que estamos com lista de espera de novos Lobinhos. E todo sábado aparecem mais 2 ou 3 novos, que temos encaminhado para outros Grupos Escoteiros próximos.

Caso seu Grupo não esteja tendo sucesso na captação e na manutenção dos seus membros, sugiro fazer reuniões periódicas entre os adultos, promover uma correta preparação e avaliação das atividades, fazer com que todos saibam o que está sendo feito, organizar o Grupo como um todo, com objetivos semelhantes e metas atingíveis.

Muitas vezes conseguimos identificar qual o problema que estamos enfrentando, mas não temos coragem de encará-lo de frente, seja pela falta de adultos voluntários ou qualquer outra desculpa. Porém, não nos damos conta de que aquilo que está sendo feito, muitas vezes, não é Escotismo. E as crianças que deixam o Grupo, não raras vezes, acabam não mais retornando, pela desmotivação, pelas experiências negativas vividas ou por não ter conhecido o verdadeiro Escotismo.

Do meu ponto de vista, para que o projeto de captação possa ser bem sucedido (além dele ser bem planejado), é necessário que todo Escotista seja profundo conhecedor do Projeto Educativo e do Método Escoteiro. Se assim o fizer, estará vivendo, mesmo que instintivamente, o Escotismo na pele.

Desta forma terá condição de (motivado e motivando) dedicar seu tempo, da melhor forma possível, para auxiliar na educação de crianças e jovens, certo de que, com os ensinamentos passados, eles serão os responsáveis por um mundo melhor, pelo futuro cada vez mais responsável e consciente.

Eles (Lobinhos, Escoteiros, Seniores e Pioneiros) são as nossas borboletas. O Escotismo é o nosso jardim. Incumbe a nós, jardineiros,  escolher o que queremos fazer com ambos.

Coluna do Filipe: A mágica do Fundo de cena

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A mágica do Fundo de cena

Amigo escotista, já parou para pensar na importância do fundo de cena em atividades para os jovens?

Para quem não sabe, fundo de cena é a mística que envolve um ramo ou aquela breve história que contamos antes de um jogo ou atividade, até mesmo quando escolhemos um tema para uma atividade ou fogo-de-conselho. Por exemplo, na Alcatéia, onde se “vive” o Livro da Jângal.

O fundo de cena pode ser considerado uma ferramenta lúdica, pois fará com que o jovem associe o objetivo, tanto do ramo quanto da atividade, ao desenrolar da sua história. Como os lobinhos associam o Akelá como sendo o chefe lobo, o que lidera a alcatéia até sua passagem para a Terra dos Homens. O espírito da alcatéia não faria sentido ao lobinho. Tudo isso é novo ao lobinho, portanto as informações devem ser fáceis de ser absorvidas. Acredito que por este motivo a mística dos lobinhos deve transpassar a Alcatéia, ou seja, no grupo escoteiro todos devem conhecer o Akelá como Akelá, o Baloo como Baloo e assim por diante.

Mas o fundo de cena não se limita apenas aos mais novos, quem é ou já foi pioneiro conheceu e viveu as histórias dos Cavaleiros medievais, e até participou de atividades temáticas com vestimentas, armaduras, espadas e tudo que tem direito um fundo de cena bem elaborado, com uma história e mística convincentes. Neste caso a associação é ao lema “Servir”, contado através da história medieval, quando os cavaleiros serviam a coroa e defendiam o reino.

Também torna as atividades e jogos mais interessantes, pois por meio da história contada como fundo de cena deixa claro o objetivo. Lembra daquele jogo que os escoteiros têm que ir até um ponto, pegar outro escoteiro de sua patrulha e levá-lo até outro local no campo sem que ele toque o chão. Explique desta maneira aos jovens e essa se tornará uma atividade um pouco sem graça e sem objetivo claro, agora experimente contar que este escoteiro é um bombeiro e deverá resgatar, de um incêndio, todos os seus companheiros e levá-los a um local seguro. Verá reações bastante diferentes. Pois na segunda você usará o fundo de cena para justificar o objetivo e o simples jogo terá uma história com início, meio e fim, tendo como personagens os escoteiros.

Pode-se, até mesmo dar um tema a um acampamento, incluindo o fogo-de-conselho. Certa vez usamos na tropa escoteira como tema o seriado Lost, que se tratava de sobreviventes de um acidente aéreo e estavam perdidos em uma ilha. No acampamento os escoteiros tinham várias atividades relacionadas ao ocorrido na série, que na época fazia bastante sucesso. Este é só um exemplo, use a criatividade e não haverá limites para ótimos cenários.

Explore a parte lúdica das atividades, brinque com o fundo de cena, viva a história que está contando e tudo se tornará mais interessante a atrativo. Tenho certeza que todos vão gostar e se divertir.

Sempre Alerta!

Ação: hoje e sempre

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Desde o primeiro dia, o blog MaisUmEscoteiro se propôs a trazer reflexão, debate e troca de idéias. Num dia tão especial quanto hoje, não poderia ser diferente.

O Dia do Escoteiro, como sabemos, é comemorado mundialmente no dia 23 de abril, com inúmeras manifestações. Cada um dos mais de 30 milhões de Escoteiros, mundo afora, usando seu lenço na escola ou trabalho, colocando hashtags no twitter, fotos e felicitações no Facebook.

Perfeito!? Quase…  Não podemos esquecer que somos conhecidos, há mais de 104 anos, por nossas ações.

Somos um MOVIMENTO e, como tal, devemos estar sempre agindo, com variedade, entusiasmo e vivacidade. O ritmo que as crianças e jovens impõe, hoje, é o do mundo virtual, mas o Movimento Escoteiro continua cada vez mais real. 

Os Escoteiros do Brasil foram instigados, pela nossa Instituição, a comemorar o seu dia com ações (http://escoteiros.org.br/noticias/noticia_detalhe.php?id=289):

COMO COMEMORAR?

Existem muitas formas diferentes de comemorar a passagem do Dia do Escoteiro. Em seguida apresentamos algumas idéias.

1. Ajudando a comunidade com serviços a instituições ou populações carentes, limpeza de áreas degradadas, promovendo recreação para crianças e jovens, entre outras.

2. Divulgando o Movimento Escoteiro através de palestras, montagem de vitrines, acampamentos modelo em shoppings ou escolas, enviando notas e concedendo entrevistas à imprensa.

3. Realizando atividades escoteiras na cidade, envolvendo a comunidade, como gincanas e grandes jogos.

4. Promovendo festividades no âmbito da família escoteira, como churrascadas, feijoadas ou coisas deste gênero.

5. Realizando atividades tipicamente escoteiras, como acampamentos e Fogos de Conselhos.

E, por qual, razão temos que agir? Porque somos os artífices de um mundo melhor, cada um fazendo a sua parte e da melhor maneira possível. Somos atores (ativos) da responsabilidade social e comunitária, aquela preocupada com o próximo, com o necessitado.

Somos os educadores que tem a obrigação de fortalecer os valores e as individualidades de um sem número de crianças e jovens, que passarão ao longo de nossa vida, pelo Movimento Escoteiro.

Temos, também por isso, que ter consciência de que a aprendizagem será contínua (tanto dos Escotistas, quanto dos Escoteiros), de forma constante, E, de acordo com o legado de Baden-Powell, a educação escoteira deve ser a mais inclusiva possível.

Inclusiva, pois, para aprender a conviver, a interagir, a viver em grupo, num mundo cada vez mais virtual (no qual as crianças não andam de bicicleta fora dos condomìnios, não conhecem parques e praças fora de espaços privados), o Movimento Escoteiro servirá de elo de ligação, de cimento para a vida em equipe, para as atividades ao ar livre, para o companherismo, para a aventura e a interação com o igual.

Alguns dirão que estou imaginando coisas, tocado pela emoção do dia de hoje. Mas enxergo o Escotismo, cada vez mais, como a janela que se abre ao infinito, pela qual entram cheiros e sons. Pela qual sabemos que há vida lá fora. Janela por onde as descobertas chegarão, trazendo qualidade no crescimento pessoal,  fortalecida dentro de uma fraternidade mundial.

Para encerrar, queria lembrar, que a Promessa Escoteira não tem prazo de validade, não tem data para expirar. Cada pessoa tocada pelo Escotismo em seu coração, leva para sempre esta chama. Preocupa-se sempre com o próximo, entendendo sua responsabilidade e fazendo com que o mundo seja um lugar melhor.

Somos diferentes e somos diferenciados. Mas, para que todos saibam disso, nossa ação é necessária. Mostre porque você também é Escoteiro e porque somos Educação para a vida.

Desejo a todos um Feliz Dia do Escoteiro!

Coluna do Filipe: Esteja preparado

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Esteja preparado

“Be prepared” (Estar preparado) é o lema original dos Escoteiros, criado por Baden-Powell. O que ele queria dizer com isso é que o escoteiro deve ter em mente qualquer contratempo ou situação que poderá passar e estar sempre alerta para resolve-lo da melhor maneira possível.

Os escoteiros e escotistas têm que ter à mão tudo planejado e “prever” os imprevistos, por exemplo, andar com o canivete multi-função (citado na minha primeira participação no blog

Os escoteiros e escotistas têm que ter à mão tudo planejado e “prever” os imprevistos, por exemplo, andar com o canivete multi-função (citado na minha primeira participação no blog http://maisumescoteiro.wordpress.com/2011/10/21/inovacao-no-blog-colunista-filipe-g-monteiro-com-seu-primeiro-post/) nele temos várias ferramentas que servem para inúmeras tarefas que por ventura teremos que executar. Não necessariamente em um acampamento, mas na sede mesmo, pode acontecer de precisarmos apertar um parafuso, cortar uma linha, etc, sendo o canivete muito útil e necessário.

Alguns “truques” que podem ajudar nos momentos adversos ou corriqueiros, não somente para a vida escoteira, como ter uma lâmpada reserva em casa, número telefônico de emergências anotado em locais visíveis, telefone de entrega de gás, lanterna ou velas para o caso de falta de energia. Estas são maneiras de estar preparado para os contratempos.

O escoteiro tem que pensar no que poderá ocorrer em um acampamento, como acender fogo, cortar madeira, cordas, montar barraca, caminhar, comer, tomar banho. Por isso na lista de o que levar deve constar, além do material básico:

O cantil, para sempre ter água por perto;

Lanterna e pilhas extras, por serem fáceis

O escoteiro tem que pensar no que poderá ocorrer em um acampamento, como acender fogo, cortar madeira, cordas, montar barraca, caminhar, comer, tomar banho.  Por isso na lista de o que levar deve constar, além dPor isso na lista de o que levar deve constar, além do material básico:

O escoteiro tem que pensar no que poderá ocorrer em um acampamento, como acender fogo, cortar madeira, cordas, montar barraca, caminhar, comer, tomar banho. Por isso na lista de o que levar deve constar, além do material básico:

  • O cantil, para sempre ter água por perto;

  • Lanterna e pilhas extras, por serem fáceis de transportar ajudam a localizar as coisas na mochila, na barraca e iluminam o caminho;

  • Caixa de fósforos protegidos contra chuva e umidade ou pederneira, talvez um dos itens mais importantes;

  • Material para costura com linha e agulha, pois pode ser que alguma roupa sua rasgue ou a barraca ou sua mochila podem precisar de reparos;

  • Faca ou canivete e pedra de afiar;

  • Leve pedaços de cordas (1 ou 2m) e barbantes ou nylon, úteis para várias situações;

  • Lápis e papel para anotações, bilhetes ou até mesmo para elaborar um mapa;

  • Câmera fotográfica e filme extra (brincadeira), mas leve pilhas extras ou carregador, pois é sempre bom guardar recordações de acampamentos e atividades externas, lembre-se;

  • Sacolinhas plásticas servem para armazenar o lixo, para guardar roupa suja e para proteger da umidade outros itens na sua mochila;

  • Jornal velho é um bom isolante térmico e ajuda a acender fogo;

  • Boné, óculos escuro e protetor solar, pois o sol pode ser um inimigo em atividades externas;

  • Tenha na mochila uma caixa de Band-aids, em caso de pequenos cortes, arranhões ou bolhas nos pés ou nas mãos, podem ajudar a proteger e seguir a atividade;

  • Sabemos que atividades no mato e às vezes na sede tem insetos que picam (mosquitos, borrachudos, etc.) então esteja preparado com um bom repelente líquido, evite levar os em aerossol pois podem explodir;

  • Para situações inevitáveis das funções fisiológicas, não se esqueça de levar um rolo de papel higiênico;

Essas são apenas algumas dicas, caso você tenha outra dica compartilhe conosco. Pois algumas coisas só aprendemos com a experiência de cada atividade. Lembre-se, não importa quão velhos ou experiente possamos ser, sempre aprendemos algo novo.

Sempre alerta e esteja preparado!

Ser ou não ser, eis a questão?

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Esta é uma das pergunta mais conhecidas e mais velha do mundo. Nem por isso, deixa de ser muito atual.

Sai ano e entra ano, ela acaba nos perseguindo de alguma maneira. Digo mais, nem os séculos poderiam calar tal inquietação. E as respostas? Podem variar tanto quanto consigamos imaginar.

Pergunta do tipo provocativa, na qual o imortal e fabuloso Shakespeare nos faz, ao mesmo tempo, pensar e questionar, refletir e imaginar hipóteses. Pergunta que encaixa-se no nosso cotidiano, para inúmeras coisas.

Assim, também, para o Movimento Escoteiro, pois, ao longo deste primeiro século Escoteiro, acredito que seja impossível calcular a quantidade de crianças e jovens se questionaram: ser ou não ser Escoteiro?

Pouco antes de ingressar no Escotismo, em 1987, esta foi a pergunta que fiz e refiz inúmeras vezes. Vários amigos, que moravam no mesmo condomínio que eu, haviam tornado-se escoteiros. Em contrapartida, meus colegas de escola, sequer sabiam que o Movimento Escoteiro existia. Ou seja, nos dois “mundos” ao qual pertencia, os sentimentos eram totalmente diferentes.

Como um adolescente, de apenas 13 anos, não fazia a menor idéia do que o Movimento poderia oferecer-me. Mas, acabei decidindo procurar o Grupo Escoteiro do qual meus vizinhos faziam parte. E olha que era longe o bastante para que meus pais me questionassem se, realmente, valia a pena.

Faltava informação, tanto aos meus pais, quanto para mim mesmo. E como decidir-se sobre ser ou não escoteiro sem ter muita noção do que isso significa? Como muitos garotos, resolvi arriscar.

Ainda hoje sinto que a falta de informação sobre o Movimento Escoteiro é uma das grandes barreiras, não apenas para futuros interessados, mas para as comunidades nas quais os Grupos estão inseridos e para a sociedade em geral.

De certa forma, continuamos escondidos, aparecendo, como que por mágica, nos sábados à tarde e voltando a desaparecer logo em seguida. Sei que muitos dirão que esta conduta já está bastante modificada, que temos procurado nos inserir nos Conselhos Municipais da Criança e Adolescente, nos Conselhos da Juventude e outros do gênero, que temos muitos políticos trabalhando na Frente Parlamentar Escoteira.

Porém, acredito que ainda temos um longo caminho a percorrer para que consigamos mostrar o valor do Movimento Escoteiro para a formação do cidadão. O quanto somos responsáveis pelo fortalecimento dos valores individuais e comunitários. Que somos um movimento em movimento, que dedica-se a deixar o mundo um pouco melhor, adequando-se às novas realidades e necessidades.

Temos nossos defeitos, sem dúvida. Porém, não devemos escondê-los, como se fossem chagas e sim buscar a melhor forma para solucionarmos. Temos que, constantemente, aprender com nosso erros, para que isso sirva, também, de modelo e inspiração aos mais jovens, àqueles que estão preparando-se para serem os líderes (dentro e fora do Escotismo) do futuro.

Sinceramente, acho que nossa meta, institucional, dever incluir uma maior projeção na mídia: leia-se mídia, comunidade, sociedade e autoridades governantes. Mas, ao meu sentir, essa mudança deve começar conosco, como cada uma das crianças e jovens que participam dos Grupos Escoteiros. Devemos conseguir, de forma clara, que cada um deles possa e saiba dizer, em poucas palavras, o que somos e o que fazemos.

Desafio: Você saberia dizer isso, agora, de forma clara e sintética?

Se a resposta for não, muito ainda temos por fazer. Se ela for sim, temos em ti um grande multiplicador e formador de opinião, com um grande poder de impacto sobre os demais.

Parece-me que todos estes caminhos levam, com o passar do tempo, para que consigamos atingir um número maior de crianças e jovens e que, num dado momento, eles farão esta mesma pergunta: ser ou não ser Escoteiro? E, se estamos na trilha certa, as respostas serão, convictas e uníssonas: sim.

Pense nisso e divida conosco sua opinião.

Coluna do Filipe: Comida mateira

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Comida mateira

Primeiramente, obrigado a todos os leitores que comentam a coluna e o blog, usando o espaço ou pessoalmente. É gratificante e motivador saber que tem sido útil.

E, aproveitando a sugestão do Akelá do G. E. Arno Friedrich-43RS, darei algumas dicas e receitas de comida mateira.

Entende-se por comida mateira, aquela que não se utiliza de utensílios domésticos para a confecção e é feita em campo, acampamentos, jornadas, bivaques, etc. Fazem parte do programa de treinamento de escoteiros, pois cozinhar a própria comida é um desafio e sempre uma grande distração para os jovens. É o momento de experimentar coisas novas e sabores diferentes e improvisar instrumentos, fazendo colher e pratos de bambu, espetos de galhos e muito mais.

Antes das receitas, seguem algumas dicas para a cozinha e o fogo:

  1. A cozinha deve ser limpa e organizada, não deixe restos de comida acumular para não atrair animais. Proteja os alimentos colocando em caixas fechadas e elevadas do solo. Antes de iniciar o preparo separe e verifique todo o material que irá utilizar para não perder tempo e acabar tendo que improvisar;
  2. O ideal é que os cargos de patrulha estejam bem definidos e que cada um saiba e cumpra seu papel. Portanto, o foguista (quem cuidará da fogueira) deve fazer com eficiência o fogo ou braseiro necessários para o preparo de cada refeição. –sobre fogo falarei num outro post;
  3. Evite carne fresca em acampamentos, pois necessita de refrigeração para armazenagem, assim como alguns queijos e frios (presunto, mortadela, etc.). Pode optar por levar carne seca, em conserva ou embutidos. Peixes devem ser pescados no dia.

Como hoje é Sexta-feira Santa, mostrarei primeiro uma receita de peixe na brasa. Você irá precisar:

  • Um braseiro intenso e constante, sem labaredas;
  • Um bambu ou galho flexível verdes de aproximadamente 1 metro de comprimento;
  • Um peixe de mais ou menos 1 kg, limpo e descamado;
  • Sal grosso e tempero a gosto.

Agora fixe o peixe no “espeto” de modo que a pele fique para baixo voltada ao fogo então tempere a gosto, sem exageros. Descanse o espeto uns 40cm do braseiro, de modo que pegue bastante calor mas cuidando para não queimar rapidamente. Fica pronto em 30 ou 40 minutos. Recomendo batatas na brasa para acompanhar, enrole as batatas em papel alumínio e aproxime na brasa enquanto prepara o peixe.

Outra comida divertida, rápida e fácil é o ovo no espeto, para fazermos só precisamos de uma brasa ou fogueira pequena, um espeto fino e liso, que pode ser de bambu, e um pouco de sal fino. Para espetar os ovos tem um segredinho, quebre o topo e a base do ovo fazendo pequenos furos. Atravesso o espeto e tampe os furos com um pouco de sal em cada lado. Agora é só deixar próximo do fogo, cuidando para não queimar o espeto, vai derramar um pouco de clara, mas rapidamente estará pronto para descascar e comê-lo.

Agora um clássico: Pão de Caçador. Quem nunca fez um, irá fazer certamente enquanto escoteiro! Fácil de fazer com qualquer fogueira, precisaremos apenas de um galho para espeto, farinha água e sal. Coloque a água aos poucos na farinha com sal enquanto se mistura com a mão, até obter uma massa consistente que não grude nos dedos. Então faça um espiral com a massa no espeto previamente aquecido. Agora uma dica: se quiser incrementar um gostinho no pão caçador, acrescente manteiga, queijo ralado ou até mesmo doce de leite depois de pronto, vai ficar delicioso.

E para finalizar uma especiaria da cozinha de acampamentos do meu grupo, que tem passado de geração em geração de cozinheiros da tropa escoteira: A Gororoba do Emanuel. Consiste em misturar tudo que normalmente se leva com arroz, prepare arroz normalmente e antes de servir acrescente ervilha, milho, batata palha e maionese. Quem desejar pode colocar um pouco de catchup.

Não se limite a essas dicas, consulte os cozinheiros mais antigos da tropa, certamente cada um tem uma dica para dar. O mais importante é aproveitar o momento e melhor ainda é saborear o gostinho exclusivo que a comida mateira tem.

Sempre alerta e boas refeições!

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