Desenvolvendo (bons) hábitos

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Não importa o que você faça, só alcançará a excelência se treinar. Não existe mágica. Ou seja, só com muita dedicação vai conseguir transformar você e seus atos.

Kate

Por exemplo: Se quer ser disciplinado, todos os dias, a cada manhã, deverá comprometer-se com a disciplina. Isso vale, também, para rebater aquele velho conceito de que não adianta tentar, pois “nasceu assim e vai morrer assim”.

A teoria e a prática demonstram que o Movimento Escoteiro ajuda a criar bons hábitos, desde muito cedo. Quando Lobinhos aprendem a viver em sociedade, colaborando uns com os outros, estamos auxiliando-os a criar estes hábitos.

Avançamos. Procurando auxiliar no desenvolvimento do jovem, utilizamos como base um sistema de valores. Reforçamos, portanto, aqueles valores recebidos na família, na comunidade religiosa ou na escola.

Pouco a pouco, cada uma das crianças e jovens que integram o Escotismo vai adquirindo e fortalecendo bons hábitos para tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

papa2Já dizia Santo Tomás de Aquino que um bom hábito é uma virtude, um mau hábito é um vício.

Por isso, não basta aos Escotistas apenas recitar ou descrever como devem ser as ações. Não é suficiente ler um manual de como portar-se ou sobre o que fazer para tornar-se um bom cidadão, uma pessoa de caráter, confiável.

É preciso praticar, treinar, comprometer-se pessoalmente com os ensinamentos que pretendemos passar com a formação do novo hábito.

Assim, ele vai formando, tornar a pessoa cada dia melhor. Cada vez mais um escoteiro, de corpo, alma e atitude.

Tougher than a boy scout?

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Are you tougher than a boy scout?

Você deve ter pensado que o Márcio Sequeira enlouqueceu, escrevendo um post em inglês ou que o blog foi hackeado?

logo ThougherNem uma coisa, nem outra.

Muitas gerações (assim como a minha) cresceram vendo nas telas Hollywoodianas os Escoteiros correndo, acampando, vivendo aventuras, salvando a festa, o bairro ou até mesmo o mundo.

Para quem fazia parte do Movimento Escoteiro, reconhecer um lenço ou os distintivos de especialidade numa faixa atravessada no peito (bem ao estilo BSA) era o máximo. E nós vibrávamos com esse momento!

Mas, os Escoteiros cresceram, amadureceram (também em Hollywood!), viraram o século e passaram para o National Geographic Channel.

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Quem ainda não viu o Are you tougher than a boy scout?

O programa tem o seu (melhor) estilo Homem vs Escoteiros, para saber se os “marmanjos” conseguiriam receber as mesmas especialidades que os jovens.

Isso deve-se ao fato de que nos Estados Unidos os Escoteiros vivem e respiram nosso lema: Sempre Alerta! Para a vida.

Lá, eles são considerados fortes, engenhosos e auto-suficientes. Honestos, úteis e corajosos. Como diriam os Norte Americanos, eles são durões (= tough).

O que o Nat Geo Channel pergunta é se o cidadão comum seria seria capaz de atravessar por uma corda esticada sobre um rio de corredeiras, andar numa canoa em um lago sem nenhum e resgatar um alpinista ferido? Será que eles teriam pique para fazer tudo o que está contido no Programa Escoteiro?

Com esta nova série, entendo que o Nat Geo Channel reforça uma ideia que já está inserida na sociedade norte americana, desde os primórdios do Movimento Escoteiro.

are you toughtComo não poderia deixar de ser, o texto de hoje vai nos conduzindo para uma reflexão.

Por que a BSA é conhecida e renomada por dar aptidão física e bons exemplos de cidadania aos jovens? Por que nos Estados Unidos a lista de ex-Escoteiros inclui congressistas, governadores, presidentes e astronautas?  Por que lá o Escoteiro é notoriamente confiável, leal e cortês?

E por que no Brasil não?

Desenvolver e qualificar líderes por meio de um programa variado de atividades, pela realização individual e a participação construtiva em sociedade. Aventura ao ar livre, vida em equipe e serviço comunitário, sendo capaz de produzir uma real contribuição na criação de um mundo melhor.

Isto é o que fazemos. Este é o nosso Movimento Escoteiro!

O que é necessário para termos esse reconhecimento no Brasil?

 

Coluna do Filipe: Grupo Padrão, por quê?

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Se você não conhece, nunca ouvi falar ou o seu Grupo não se preocupa em conquistar o Distintivo e Troféu de Grupo Padrão, deveria!

Mas afinal, por que! Primeiro passo: -Conhecer as etapas de conquista do GP, acesse em
http://www.escoteiros.org.br/institucional/grupo_padrao.php
e veja todas as etapas. Depois, deve-se ter comprometimento de cada escotista e da diretoria do Grupo. E então fazer um planejamento de todas as etapas durante o ano.

O troféu que o Grupo receberá será merecido de acordo com a pontuação somada e cumprimentos das etapas obrigatórias e eliminatórias, e serve para mostrar o trabalho de um ano, o comprometimento e o cumprimento da proposta do movimento escoteiro em sua essência.

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O GP estimula que se execute o mínimo que cada Grupo deve fazer para poder dizer que está de acordo com o método escoteiro. Não desmerecendo os GEs que não tiveram a oportunidade de conquistar em qualquer dos níveis.

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Proponho que o seu GE nomeie um responsável para juntar as informações e cobrar as etapas durante o ano, este pode ser o Diretor de Escotismo ou outro voluntário que se empenhe desta tarefa. No começo pode parecer complicado, mas após uma profunda avaliação e conhecimento das etapas e planejamento torna-se fácil a conquista e possível evolução de nível a cada ano, se com o bom trabalho já conquiste do nível ouro.

Sugira o assunto da próxima semana.

Sempre alerta!

Um professor diferente

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O texto de hoje não é de minha autoria (primeira vez em dois anos e meio de blog), mas de Renato Ricci, colunista da revista Exame.

Achei pertinente a questão proposta, que para mim, tem uma ligação com o Movimento Escoteiro, mas, gostaria de saber sua opinião também.

Afinal, somos, de certa forma, professores para muitas crianças e jovens. Porém, o somos de uma maneira muito diferente, procurando que os nossos Escoteiros nos digam o que querem aprender e nós os guiamos pelos caminhos da vida.

professores

- Pessoal o que vocês querem aprender hoje, pergunta o jovem professor com ar de desafio.

- Ora professor, você é o professor e isso o obriga a preparar uma aula com antecedência – essa pergunta não faz sentido – irritado responde um aluno.

- Hoje vamos fazer diferente, vamos usar o tempo para aprender o que vocês tiverem interesse. Insiste o professor calmamente.

- Saí dessa cara, pirou mano? Acordei cedo pra ouvir alguma coisa, sei lá o que, manda logo… Outro aluno com ar de deboche.

- Tiago larga esse celular e me diz o que você quer aprender hoje? Brinca o professor.

- Aprender? Sei lá, o que você gostaria de ensinar? Manda aí velho – na boa, o que você escolher eu estou dentro.

O professor resolve então perguntar para a melhor aluna da classe, Mariana, o que ela gostaria de aprender.

- Professor, já que não preparou a aula, acho que poderíamos rever o nascimento do período pós moderno, ou quem sabe os efeitos do capitalismo nos países de cultura oriental, ou quem sabe…

- Para com isso, de novo não, isso já era, a prova já foi – responde irritado um colega de Mariana.

O professor novamente ataca.

- Amigos hoje vamos fazer uma aula muito diferente, que eu nunca dei antes – o tema vocês escolhem e eu desenvolvo, quem sabe com a ajuda de vocês.

- Professor, fica tranquilo, esquecer de fazer a lição de casa é a coisa mais normal do mundo, você sabe disso. A semana que vem você prepara a aula e tudo bem. Ninguém aqui vai se preocupar, apesar dessa escola custar os olhos da cara – segundo meu pai.

- Eu não esqueci de planejar a aula, só quero que vocês me digam o que querem aprender hoje – irrita-se o mestre.

- Tá bom vamos parar com essa bobagem, fala em tom exaltado, Emílio – o Galo como é conhecido. Revisa qualquer coisa pois eu preciso de 8 na próxima prova senão tô ferrado.

- Galo isso não tem nada ligado com nota, hoje o tema é livre, e nem vai cair na prova – explica o professor no mesmo tom.

- Pô se não tem nota o que eu faço aqui cara? Retruca Galo, vermelho de raiva.

- Quem sabe se você aprenda algo que goste, somente hoje, só hoje, prometo… implora o professor.

- Ok, quero aprender sobre como é ser professor – responde o baixinho e fanhoso Ludovico – o aluno mais calado da turma e com cara de cientista maluco.

- Obrigado Ludovico por ajudar. É um bom tema. Podemos falar um pouco sobre isso sim.

- Que saco! Grita Galo.

- Mas eu não quero ser professora, diz Mariana com ar de ironia.

- Minha mãe disse que professor é o cara que não conseguiu ser nada na vida, e acabou tendo que dar aulas. Enfatiza outro aluno do fundo da sala.

- Ok, talvez esse seja mesmo um bom tema. Vou falar como é ser professor. Começa o mestre em tom motivado.

- Professor é o cara que tem a função de ensinar aos outros tudo aquilo que, muitas vezes, eles não querem e nem tem interesse em saber. É o cara que tem que aguentar alunos desinteressados, usando esses malditos celulares, enquanto explica, tem que falar mais baixo para não atrapalhar as conversas em grupo dos alunos. No meu caso é um cara que ganha bem, mas em outros pode receber quase nada. Tem aqueles que estudaram muito e que ainda estudam para se manter atualizados, ou tem aqueles que prepararam a sua aula há vinte anos atrás e ainda continuam ensinando os alunos da mesma forma. Existem os professores teóricos, ou aqueles com grande vivência, ou com experiência prática. Existem os que brincam de ser professores, e os que são professores brincando. Alguns chegam a fazer o papel de educadores que os pais e mães deveriam fazer. Alguns apenas ensinam, outros aprendem com o aprendizado dos alunos. Alguns somente se preocupam com as notas, provas, avaliações e, claro, o vestibular. Outros preferem focar nos valores que são passados todos os dias. Alguns são os melhores amigos, outros carrascos, ou megeras, escondidos atrás de uma carapuça de donos do conhecimento e seres superiores. Alguns são dinâmicos e malucos, outros lerdos e chatos. Existe o professor que sabe ouvir. Existe o professor que sabe falar. Existe aquele que não domina nenhuma dessas duas técnicas. Ser professor é ser um aprendiz. Ser professor é ser um ser em constante mutação. Ser professor é olhar para cada aluno como uma possibilidade de crescimento. Ser professor é muito mais do que planejar e dar uma aula, é ser um ser – que recebeu o dom de ensinar outros a aprender, de aprender a ensinar, de aprender a aprender.

Aula encerrada, alunos calados e em estado de reflexão.

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Para ser Chef de cozinha

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Alguém já sonhou em ser um Chef de cozinha, daqueles cujos pratos são tão famosos que as pessoas fazem fila na frente do restaurante?cooker

Imagino que muitos podem ter pensado nisso. E é capaz que alguns dos nossos jovens pensem em ser um destes Chefs quando crescer.

O que podemos dizer a eles?

Que basta seguir ao pé da letra as receitas, colocando, milimetricamente, os ingredientes na ordem determinada e, com isso, terão nas mãos os melhores pratos do mundo. Lógico que não!

Um Chef se faz muito mais com o coração, com o feeling, com a criatividade do que com lições ou fórmulas prontas. E arrisco-me a dizer que, dificilmente, algum deles segue a receita de outros, sem colocar o seu toque pessoal.

O Chefe Escoteiro também é assim, não se faz com receitas prontas, com fórmulas de atividades que podem ser utilizadas por qualquer um, em qualquer lugar.

Ele deve ter o amor pelo Escotismo em seu coração, ser capaz de inspirar, de liderar as crianças e jovens no Grupo Escoteiro. O verdadeiro Chefe Escoteiro deve ter uma linha de conduta exemplar e seus atos devem corresponder com os ideais éticos e os valores almejados para todos e por todos os cidadãos, homens de bem.

Chefe Escoteiro Salva-VidasIsto quer dizer que o Escotista não precisa fazer os cursos, nem ler os livros e manuais? Que não precisa instruir-se para fazer o melhor trabalho com as crianças e jovens do Movimento Escoteiro?

Claro que não!

Mas ele não pode apoiar-se em fórmulas prontas, em “receitas de bolo pronto” ou no “aprenda a ser Chefe em 5 lições”.

Ser Escotista é amar o que faz, é preocupar-se com a educação de cada uma das crianças e jovens (individualmente), é trabalhar arduamente para deixar o mundo um pouco melhor, é saber que pode ser seguido com tranquilidade, pois seus gestos corresponde a sua fala, que é tido como um bom exemplo de vida!

Na minha opinião, sincera, algumas pessoas nasceram para ser Escoteiras, tal como uns nasceram para ser Chefs de cozinha. E outros… bom, podem cozinhar bem!

Resta dar-se conta disto e, se não for que queremos, temos que ser honestos conosco, mas, mais importante ainda, com o futuro das nossas crianças.

As vezes esquecemos…

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Muitas vezes presenciamos ou ouvimos falar de problemas ocorridos com ou entre Escotistas; de impropriedades que alguns acabam cometendo com os jovens; irresponsabilidades ou falta de conhecimento.

Sabemos que questões como estas são frequentes no Movimento Escoteiro. E parece-me que os problemas iniciam durante o processo de seleção (ou na falta dele).

Quando procuramos alguém (e muitas vezes isso ocorre desesperadamente…) acabamos omitindo a descrição correta e detalhada das características e demandas exigidas para ser um Chefe Escoteiro. Temos que ser claros desde a primeira conversa sobre o comprometimento, sobre as expectativas e, mais do que outra coisa, sobre o posicionamento esperado do Escotista.

boy-scoutPaulo Freire disse que a capacitação técnica ou instrumental jamais pode prescindir da formação ética. Esta frase encaixa-se perfeitamente para a educação Escoteira.

Quantas vezes esquecemos de que esta deve ser a maior das qualidades do Escotista? Que ele saiba acampar, fazer escalada, seja bom navegador ou o mais hábil dos rastreadores são apenas complemento ao homem ou mulher íntegros, verdadeiros exemplo de conduta e de vida para as nossas crianças ou jovens.

“Não existe ensino que se compare ao exemplo”, nos disse nosso querido Fundador Baden-Powell.

Não somos obrigados a ser experts em entrevistas ou no recrutamento de pessoas. Porém, não podemos fugir desta tarefa, quando recebemos alguém disposto a ser Escotista ou Dirigente.

O Movimento Escoteiro crescerá, com ainda mais qualidade, quando passar a dedicar mais tempo na identificação e atração de “talentos” para nossa organização.

Não falo de pessoas com vocação pare serem Escoteiras, mas aqueles que tem capacidade, competência e mérito para assumir tamanha responsabilidade, delimitando suas ações pelos valores que tanto pregamos e pautando sua vida pela ética.

Somos bons e, por isso, temos condição de buscar as melhores “contratações” para auxiliar na formação das nossas crianças e jovens.

Você já pensou nisto? Já refletiu sobre a sua condição e a dos demais Escotistas no seu Grupo?

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Pirataria: a gente se vê por aqui

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Neste final de semana fui convidado a participar do encerramento do V Pirataria, atividade organizada (e muito bem) pelo Grupo Escoteiro do Mar Passo da Pátria.

Desde 1971 o GEMar Passo da Pátria agita o Lago Guaíba, em Porto Alegre, com suas velas e remos. E desde 2008, abriu as escotilhas para que os Escoteiros da modalidade da Básica pudessem sentir o gostinho da marinharia.

O tempo firme e com relativo calor deste final de semana proporcionou um sábado maravilhoso e a superfície do Guaíba parecia mais um espelho.

Espelho 2

Nosso deslocamento ate a Ilha do Presídio (seu nome correto é Ilha das Pedras Brancas, mas o apelido deve-se ao funcionamento de um presídio no local, hoje desativado) foi realizado numa lancha rápida. Desta forma, o trajeto era feito em pouco mais de 5 minutos.

Pilotando

ilha 2* Para quem quer saber um pouco mais da história desta ilha, encontrei no blog “Ilhas das Pedras Brancas”, mantido pelo Movimento Pró-Cultura Guaíba/RS o texto transcrito no final do post de hoje.

O V Pirataria, seguindo o mesmo padrão dos eventos anteriores, consistia numa Caça ao Tesouro, com várias bases, todas realizadas na ilha. As Patrulhas iam vencendo os desafios e conquistando as moedas deixadas pelos “piratas”.

Haviam quase 300 escoteiros inscritos e o transporte da sede do Grupo até a Ilha foi feito com várias embarcações, algumas delas pertencentes ao próprio GEMar Passo da Pátria e outras locadas para levar com segurança todos os Escoteiros e Escotistas.

Como cheguei no final da tarde, o que esperava ver era o cansaço de um dia muito corrido. Mas, ao contrário, o que se via era a alegria no rosto de cada Escoteiro. Lembrei que para muitos deve ter sido a primeira experiência em atividades náuticas e a primeira excursão a uma ilha.

Não pude deixar de refletir sobre a sorte daquelas crianças e jovens, pelo simples fato de participar de um evento como este. Sorte por terem pais que acreditam no Movimento Escoteiro, nas suas atividades sadias, nas aventuras controladas, nas experiências do trabalho em equipe posto em prática.

Nos dias de hoje tantas são as opções para não sairmos de casa, tantos são os riscos encontrados nas ruas, forçando pais e responsáveis a tolher a liberdade das nossas crianças (liberdade que a minha geração ainda tinha).

E como uma bela alternativa a isto encontramos o nosso centenário Movimento Escoteiro, com suas as atividades sempre atraentes, definitivamente progressivas e com toda a variedade que os Escotistas podem oferecer. Digamos, também, que a segurança que o Escotismo transmite, faz que os pais modernos (sempre preocupados com os riscos) permitam que seus filhos com idade entre 11 e 15 anos passem o dia inteiro numa ilha. Este é mais um ponto positivo que pude ver no V Pirataria (nenhum Escoteiro ou Escotistas embarcava sem trajar colete salva-vidas).

Tenho certeza de que são atividades como esta que o Movimento Escoteiro deve, cada vez mais, proporcionar aos nossos jovens. Todo o aprendizado teórico dos sábados de atividade em sede, transforma-se, magicamente, numa excursão (náutica ou não) como esta.

Galera

História da Ilha:

“Há registros de que a ilha era usada pelos Farrapos como entre posto da travessia Guaíba-Porto Alegre, durante a Revolução Farroupilha (1835-1845).

A ocupação permanente da Ilha das Pedras Brancas iniciou em 17 de julho de 1857, quando o Exército construiu na Ilha a 4ª Casa da Pólvora de Porto Alegre. O depósito de pólvora funcionou até meados de 1930, quando os militares abandonaram as instalações.

Na década de 50, a Ilha passa ser utilizada como laboratório para desenvolver vacina contra a peste suína que afetava o Estado e o País.

Em 1956, a Ilha passa a abrigar uma penitenciária de segurança máxima.

Durante o regime militar, além de abrigar presos perigosos, a partir de 1970, o presídio da Ilha cedeu espaço a presos políticos.

Em 1973, a prisão chegou a ser desativada, mas reabre em 1980, porém denúncias de torturas e maus tratos aos presos, leva o governo a desativar o presídio e transferir os 25 detentos para a Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.

Em abril de 1983, o presídio é desativado definitivamente e a administração da Ilha é transferida da Secretaria de Segurança para a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul.”

Coluna do Filipe: Segurança em atividades externas

Coluna do Filipe: Segurança em atividades externas.

Mundo melhor: do micro pro macro

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No último final de de semana participei da abertura do XXXIIIº Mutirão Regional Pioneiro, realizado em Sapucaia do Sul/RS, que contou com mais de 250 jovens adultos, participantes ativos do Movimento Escoteiro.

Mut Pio

Ouvi, assim como todos os presentes na bandeira de abertura, as diversas bases de serviço comunitário que estavam previstas para realização de serviço comunitário (Casas de Passagem, Instituição para Idosos, construção de praça, trabalho em Escolas, etc).

Não pude deixar de lembrar de uma das nossas causas: Promover o Escotismo como uma força social relevante para mudar o mundo.

Mesmo que de forma tácita, este era um dos compromissos de cada um dos Pioneiros durante o Mutirão Regional. Eles estavam dedicados a descobrir o lado melhor das ocorrências, das pessoas e das coisas, sendo um agente de transformação para um mundo melhor. Naquele momento e para aquela comunidade onde o trabalho seria desenvolvido eles estavam criando um mundo melhor.

Scouts creatingNão! Definitivamente os Pioneiros não estavam trabalhando para evitar a eminente guerra entre a Coreia do Sul e do Norte, ou para que Israel deixasse de atacar a Siria e que esta não respondesse na mesma moeda. Eles não planejavam uma ação em Serra Leoa, Niger ou Somália, os países mais pobres do mundo.

Mas, durante o Mutirão Regional Pioneiro transformaram suas mãos em instrumentos do trabalho por e para Sapucaia do Sul. Eles estavam, sim, mudando o mundo, eu não tenho a menor dúvida disso. E começaram por onde mais importa: por si mesmos, pelas pessoas e comunidades que nos cercam.

Alguns podem dizer que mudanças como estas são lentas, demandam muito esforço e pouco resultado, que não seremos capazes de verificar os avanços obtidos ao longo do tempo, etc. De fato, não temos como negar tais afirmações.

Entretanto, no meu entender, não posso bradar pela preservação da Amazônia se não reclicar o lixo em casa, se não fechar a torneira enquanto escovo os dentes ou se jogar lixo pela janela do carro.

As mudanças, inclusive aquelas que buscam deixar o mundo melhor, devem começar pelo micro, para atingir o marco. Devemos educar nosso agir, mantendo um comportamento de vigília, para sermos úteis a todos e especialmente com quem mais precisa da educação e dos valores expressos pelo Movimento Escoteiro.

Fazer a diferença e Servir! Da minha comunidade para o mundo.

Mut Pio foto

Coluna do Filipe: Você é um chefe ou líder?

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Já escrevi anteriormente sobre a liderança do monitor/primo, se não leu aqui está o link:
http://maisumescoteiro.wordpress.com/2012/05/11/coluna-do-filipe-monitor-o-lider/
. Mas a proposta da coluna de hoje é indagar se você (primo, monitor ou chefe) está exercendo chefia ou liderança na sua matilha/patrulha/tropa.

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Primeiramente precisamos saber quais as fundamentais diferenças entre ser um chefe ou ser um líder. Liderar pessoas não é uma tarefa fácil, o exercício da liderança requer do líder autocontrole e senso de justiça para enfrentar situações ou dificuldades que virão.

O líder precisa ter a capacidade de se aproximar das pessoas, analisar as situações com uma visão humanizada, respeitar as limitações de seus liderados e ter o desejo de contribuir com o crescimento dos mesmos.

Alguns lideres confundem seus papeis e ao invés de formarem pessoas querem simplesmente dar ordens a elas tornando-se chefe e não líder.

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O chefe não se empenha em ajudar os seus liderados, sua principal meta é dar ordens para que o trabalho seja realizado, geralmente fazem questão de deixar bem claro para todos quem é que manda.

O chefe enxerga o hoje o líder enxerga o amanhã, a visão do chefe é limitada a visão do líder é muito mais ampla o líder lança a semente e aguarda pacientemente a hora da colheita.

O líder ao contrário do chefe trabalha o presente preparando o futuro, tem como meta ajudar os liderados a se tornarem líderes ou a realizarem seus objetivos. O líder eficaz é aquele que passa despercebido aos olhos da sua equipe ou instituição, ele consegue desenvolver tão bem seus liderados que em sua ausência as tarefas continuam sendo realizadas conforme o programado.

Liderar é formar pessoas, torná-las aptas para a realização dos objetivos, o líder genuíno é aquele que inspira e ajuda as pessoas.

O líder excelente compartilha tudo o que sabe com os seus liderados, não teme ser substituído, esse líder está sempre disposto a ensinar, motivar e acompanhar. O sucesso do líder é visto no crescimento de seus liderados, o líder não é mesquinho, dominador e deve fugir do egoísmo.

Agora, sabendo um pouco das características de cada tipo, reflita e responda, você é um líder?

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Muitos podem achar que ser líder é ter o “dom”, mas existem várias maneiras de trabalhar isso, tanto com adultos, como com os jovens. Certamente que na vase tenra da vida os aspectos de liderança são mais fáceis de formar, pois os jovens não tem os “vícios” e atitudes que muitas vezes transforma um promissor líder em um chefe.

O grupo de amigos que se forma numa patrulha ou matilha, ajuda a fomentar este sentimento de liderança, principalmente quando são eles mesmo que o escolhem como líder, no papel de monitor ou primo.

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Já com adultos, o trabalho é um pouco mais árduo, pois já está formado neste alguns costumes próprio dele, que podem sim ser mudados. Seja fazendo uma auto-avaliação, e melhorando os aspectos negativos ou até mesmo fazendo um curso de liderança.

O importante é saber qual o seu papel dentro do grupo, seja ele uma matilha, uma patrulha, uma tropa e até mesmo em uma empresa.

Sempre alerta.

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